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Rock, Cinema, Música, Cultura Pop em opiniões inconvenientes formadas por anos e mais anos de intrigante falta de coisa melhor pra fazer e feroz resistência para sair da adolescência.

A trilha sonora deste blog está na Rádio Ouvido Penico na Usina do Som. O Som Punk, New Wave e Pop dos anos 80 com algumas esquisitices extra.

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Sons captados Domingo, Novembro 30, 2003


Como não conheço no Rio rádio decente pra ouvir e a MTV simplesmente não tem mais clipes (diz a lenda que em horários quando um ser humano normalmente está dormindo ou trabalhando ainda rola, mas não consigo conferir a veracidade disso), não tenho a mínima idéia do que tem rolado por aí em termos musicais. Fiquemos então com a fofoca mesmo.

Primeiro, o Michael Jackson. Eu vi o famoso documentário. Deu pra sacar duas coisas. Primeiro, que o tal jornalista estava obviamente de má fé. O negócio dele foi mesmo botar lenha na fogueira e fazer um marketing pessoal. E segundo, que o caçula dos Jacksons é absolutamente maluco. Caso de manicômio mesmo. Ao invés de gravar músicas, dançar com a mão naquele lugar e emitir gritinhos, ele tinha que estar tomando remédios numa cela acolchoada. Senão para a segurança dele, pelo menos para a segurança das criancinhas.

Ops. Nada nunca foi provado sobre esta história, e este blog não quer caluniar ninguém. Então para tentar me redimir peço mais uma vez ajuda aos meus amigos da T-Shirt Hell e inicio uma campanha para limpar o nome do astro do Pop, em nome da verdade:


Aliás, falando em difamação de astros pop meia-boca, outro dia eu comentei como o campeonato de futebol da MTV serviu para revelar uma face diferente de certas pessoas. Pessoas como o Toni Garrido, por exemplo. Ele andou dizendo que espera desculpas formais da MTV por tê-lo retratado como um homem perverso e mau-caráter, que reclamava o tempo todo de todo mundo e distribuía pontapés. Toni, meu filho, faz um favor pra você mesmo e pra filhinha que você alega ter ficado traumatizada? Se enxerga, meu querido. A não ser que a MTV já tenha a tecnologia de criar atores virtuais de cabelos rasta, aquele lá dando chiliques e chutes era você mesmo. Ah, sim, pra você deve ser difícil essa história de auto-crítica. Então vai procurar um analista, aproveita e leva a filha que tudo será curado e nenhum complexo ficará. E, enquanto isso, por favor, cala a boca? Obrigadinho.




Sons captados Sexta-feira, Novembro 28, 2003


Viram? Vocês não quiseram acreditar quando suas mamães disseram que muita anfetamina faz mal. Taí a prova.



Vamos todos dar as mãos e fazer uma campanha para salvar o blogger do vício das drogas. Se bem que com blogs como esse aqui (uma bela droga) fica difícil.




Sons captados Domingo, Novembro 16, 2003


Como este blog versa sobre cultura pop, tenho que publicar isso. Acabo de voltar de um casamento. Estava lá curtindo a festa, e de repente, tenho a surreal visão do cara da foto abaixo:


O cara da esquerda, que fique bem entendido.

Não estou nem aí pro Rob Schneider, não assisti nenhum de suas filmes e nem quero, pois as sinopses não são nada promissoras. Mas que foi engraçado ver o cara ao vivo em plena festa de casamento do meu primo, foi. Eu podia ter tirado uma foto e vendido por milhões aos paparazzos tupiniquins dessas revistinhas ridículas estilo Caras. Eu podia ter ido lá babar o ovo com um "Welcome to the family" (ele é casado com a irmã da noiva) e passado um cartãozinho da banda. Eu podia ter pedido um milhãozinho emprestado, que nem ia fazer falta. Eu podia ter dado um cascudinho no cara.

Mas apenas me satisfaço revelando que o cara é muito nanico mesmo, e usa uns mullets arrepiados totalmente ridículos. Por causa do show de amanhã estou com o cabelo bem maior que o normal, e ainda não fiz barba esses dias (Voltaram as piadinhas com o "Sopapo" e raquetes de tênis), então fui pro casório um pouco aperreado com a minha aparência. Foi muito bom ver que não era nem de longe o cara com o pior aspecto de lá. Thank you, Rob!

O que?? Você está se perguntando sobre essa história de show amanhã?? Na verdade, é hoje, pois já passa da meia-noite e é domingo. Bem, aqui vai, última chamada. Mais um show histórico e raro desta banda que tanto furor causa por onde passa:






Sons captados Sábado, Novembro 15, 2003


Duas meninas felizes conversando sentadas na cama de um quarto. A cena mostra um típico momento pré-adolescente. A princípio pode-se pensar que o assunto é alguma fofoca ou outra trivialidade divertida que infesta nossa mente nesta idade. Mas o diálogo é algo inesperado: "Estou dizendo, não estou sentindo nada" - Risos. "Pode me bater!" - Um tapa na cara. Mais risos. "Viu? Nada!" - A outra menina pega uma garrafa de spray das mãos da amiga e mira um jato do conteúdo direto na boca. "Bate também!" Outro tapa: "Mais forte, sua vaca!" - O soco atinge a boca em cheio, e o sangue começa a sair tingindo a face de menina. Ela passa a mão nos lábios, vê o sangue com uma expressão curiosa. Gargalhadas. "Eu quero sangrar mais!!"

Esta é apenas a cena de abertura de "Aos Treze". Descrevi porque é perfeita para dar o tom do filme. O ponto de vista é o de Tracy, uma menina de 13 anos reagindo à pressão para ser aceita pelos colegas, soterrando de vez sua auto-estima no processo. No início é uma estudiosa garota com roupinhas coloridas e bonecos de pelúcia na cama. No colégio, as pessoas olham com desprezo. O total contraste é Evie, a menina "hot", com corpo se formando, maquiagem e roupas provocantes, para quem convergem todos os olhares, masculinos com desejo, e femininos com inveja.


Não demora para que Tracy resolva que vai ser da turma de Evie a qualquer preço. E não muda de idéia nem quando descobre que o estilo de vida de quem é cool envolve furtos, drogas, sexo banal e acima de tudo mentiras e solidão.

Não existem cenas apelativas, não dá para caracterizar como filme violento ou escatológico. Mas choca. Porque a história é desesperadamente realista. Na verdade é real. Quem faz o papel de Evie, Nikki Reed, foi uma das escritoras do roteiro. Auto-biográfico em boa parte. Obviamente na vida ela desempenhou o outro papel. O de alguém que no afã de ser aceito tomou como modelo as pessoas que menos se importam, que mais frustrações escondem e que mais vivem na superficialidade e falta de compromisso com a própria vida.

A diretora Catherine Hardwicke, production designer (sei lá como seria em português) de um bocado de filmes em Hollywood, namorava o pai da Nikki e ficou intrigada com as interações dela com a mãe e as amigas durante uma viagem de férias de inverno. Ao conversar com a menina, na época com 13 anos, já com a idéia de fazer um filme que retratasse aquele universo, ficou estarrecida com as histórias que ela contava sobre sua própria vida e a de amigas. Acabou convidando-a para passar uma semana em sua casa, onde escreveram o roteiro completo do filme a quatro mãos. Catherine decidiu convidar Nikki para atuar e filmá-lo o mais rápido possível, para mostrar a garota em uma idade próxima da do personagem, aumentando o realismo, e quebrando o paradigma de Hollywood de sempre usar atrizes de uns 20 anos pra fingir adolescência se o filme é mais intenso. A idéia de viver a vilã ao invés "dela mesma" não sei de quem foi, mas é genial. Para o papel principal, Evan Rachel Wood, que fazia a anoréxica de "Once and Again". A menina também tinha 14 anos quando filmou, e seu trabalho é absolutamente primoroso. De criança inocente a mulher marcada pela vida a criança novamente em menos de 2 horas. Não é pra qualquer uma. A Nikki também se sai muito bem. Holly Hunter e Deborah Kara Unger fazem seus papéis com boa pegada, embora a Sra. Hunter às vezes dê a impressão de que precisa relaxar um pouco. Nem todos os filmes pedem uma atuação grandiosa e intensa. Gente que faz parte da turma do Oscar, sabem como é.

Resumo, é um filme pesado, minha amiga Karla apontou alguns clichês, mas no todo é bem interessante pela qualidade dos atores, por ser um primeiro filme promissor da diretora, e pela característica de história real do roteiro. Pode dar boas discussões num bar. Mas sem comentários sobre a beleza das meninas, por favor, que isso dá cadeia. Taí uma desvantagem de não serem moças de 20 anos fazendo os papéis. Acho que vou escrever pra Catherine sobre isso.




Sons captados Quarta-feira, Novembro 12, 2003


3 filmes, não comentei por aqui por falta de tempo. Primeiro, "Amor custa caro", dos irmãos Coen. Bem mais Hollywood do que os outros filmes doas caras. Mas isso não é necessariamente um defeito. Se o pessoal que faz blockbusters tivesse um décimo do talento mostrado aqui, nossa vida seria muito mais bonita. Então que venham os chamados independentes pra fazer cine-pipoca, e quem sabe renovar um pouco o cinema de massa.

Filme com Geoffrey Rush e Billy Bob "Eu peguei a Lara Croft" Thornton fazendo pouco mais do que pontas tem que se garantir muito nos protagonistas. E é o caso. O Clooney, sabiamente se livrando do inadequado herói de ação que Hollywood tentou forçar, encontrou sua persona ideal no advogado meio canalha, meio pateta, especializado em ajudar mulheres a rapelar os bens de ex-maridos milionários, ou a proteger os maridos da sanha de ex-mulheres prontas para enriquecer com um divórcio conveniente. A obsessão do personagem com a brancura dos dentes é um primor. A Zeta-Jones... Bem. Ah, a Zeta-Jones. Não é só o fato dela ser linda de morrer. Mas existe algo mais, em qualquer cena onde ela apareça não se consegue olhar pra mais nada. Eu já estava sacando o fenômeno em Chicago, onde ela eclipsou todo mundo, especialmente a cara-de-minhoca Renée Zellweger (Zwelleger? Zweglwlgryx?). É o famoso "It", "Va-va-voom", "star quality", ou para quem preferir, "Tchan". A capacidade de encher a tela do cinema, arrebatar o público, proporcionar prazer só por estar lá, falando e se mexendo, ou sem fazer nada. O papel de vigarista charmosa só faz agigantar o efeito. Mas, sei lá, acho que até no papel de cadáver só daria ela no filme.

Tudo isso a serviço de um roteiro divertido e ácido, com várias cenas hilárias. Destaco a do julgamento que põe os protagonistas frente-a-frente, com a aparição de uma tresloucada testemunha. Duas recomendações: Vá ver o filme se quiser boa diversão no estilo comédia mais ou menos romântica (o mais ou menos fica por conta do enorme cinismo da história), e, principalmente, vai pra casa, Michael Douglas!




Sons captados Terça-feira, Novembro 11, 2003




Agora explicando direito. Show domingo que vem. Aproveitei a ocasião para criar um blog só para assuntos dos Hereges (O Rock Horror Reality Show continua por aqui). Lá estão postadas a set list, horários, bandas que vão tocar com a gente e mapas para o local do evento.

Vá AGORA em: www.hereges.blogger.com.br

É uma banda de Rock que vale a pena assistir. Prometo. Palavra de blogueiro egocêntrico sem auto-crítica alguma.




Sons captados Segunda-feira, Novembro 10, 2003


Eu ando trabalhando muito, mas muito mesmo. Toda noite preciso baixar o e-mail pro notebook, porque a rede do cliente não permite conexão a provedor de email externo. Rolam as respostas ao que for mais urgente e ao parceiro da Califórnia, com seu fuso de 6 horas menos. Aí venho pegar os e-mails da banda e atualizar os contatos, falar com produtores, agitar os shows, escrever letras, etc. Ainda por cima duas vezes por semana, quando tenho aula de canto, só chego 21:30 em casa. É uma legítima carreira dupla que está me matando.

O único consolo? Que não sou só eu que ando caindo de sono pelos cantos correndo o risco de cometer alguma gafe. Senão vejam só o que percebi ao receber uma mensagem no site do hotmail:

Alguém anda precisando de férias urgentes.



Dar nomes pra CDs não deve ser tão complicado assim. Mas de vez em quando uma banda ou outra vem mostrar que encontra sérias dificuldades com isso. Achava que o título do penúltimo do hahaha LS Jack era ruim o suficiente, agora me vem O Rappa e consegue fazer um pior ainda (Meu bom gosto e consideração com os parcos leitores me impedem de publicá-lo). Falcão, por favor, menos, menos.




Sons captados Sábado, Novembro 08, 2003


Tcharaaaaaannnn!

Depois conto direito.




Sons captados Quinta-feira, Novembro 06, 2003


Leis de Murphy (porque isso é coisa de nerd) Ontem saio do metrô correndo atrasado pra aula de canto. Sei lá como acabo beijando uma pomba em pleno vôo. Foi muito nojento mesmo. Chegando na aula fui pro banheiro literalmente lavar a boca com sabão. É por isso que gosto de morcegos. Eles não batem em nada ou ninguém devido aos seus radares. Uma praça com morcegos ao invés de pombas ia ser muito mais legal. A prova disso é o Batman. Alguém já viu um super-herói que se veste de pomba?

E hoje, ao meu lado, dois executivos conversam. Java, bancos de dados, queries, sites, tudo entre sorrisos, com aquela típica voz de batata na boca. Durante mais de uma hora. Cheguei em casa muito a fim de chutar o gato. Duas coisas boas: Não tenho gato. E pelo jeito, não sou tão nerd assim, afinal. Pelo menos não a ponto de achar esse papo minimamente suportável. Isso deve ser um bom sinal.

O que não é bom sinal é que quis aplaudir de pé o trailer de Retorno do Rei. Que Matrix que nada. Eu quero é ver o Frodo.

...Ok, confesso, já fui ver Matrix. SIM! SIM!






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