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Rock, Cinema, Música, Cultura Pop em opiniões inconvenientes formadas por anos e mais anos de intrigante falta de coisa melhor pra fazer e feroz resistência para sair da adolescência.

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Sons captados Quarta-feira, Dezembro 31, 2003


Fim de ano mereceria um post definitivo. Um artigo sintético, bem escrito, algo emotivo, sobre o que passou neste ano, e as esperanças para o ano próximo. Porém:
  1. Sou péssimo escritor, por isso escrevo posts cretinos no meu próprio blog e não artigos em revistas ou romances
  2. 31 de dezembro, 29 de fevereiro, 45 de brumário, acho que sou cínico demais pra ver a diferença. Só mais uma noite, a diferença são os fogos de artifício na praia.
Em todo caso, acho que vale fazer uma retrospectiva 2003 (tem programa mais chato e desinteressante que esse?) do Ouvido Penico:

Comecei esse blog por ter tempo demais e coisa de menos pra fazer durante meus meses de desemprego. Virou um hobby meio obsessivo, porque descobri que algumas pessoas desviavam de seus caminhos virtuais para lerem minhas besteiras. Esta idéia era e ainda é um tanto apavorante, mas me impeliu a seguir adiante. Com o tempo, fui conhecendo virtualmente algumas destas pessoas, o que redundou em conhecimento pessoal de outras tantas. Eu sou um sociopata convicto, mas paradoxalmente considero que o único tesouro que um nerd pode ter, fora a sua coleção de quadrinhos, são as pessoas com quem se troca alguma coisa. Então creio que foi um ano rico. Por conta deste estranho site, foi gente ver show da minha banda e curtir as composições que faço aqui com meu sangue, gastei horas de icq me distraindo, troquei e-mails bacanas, até companheira de trabalho eu arrumei por aqui. Nestas últimas semanas deste ano a coisa chegou a um ponto em que quase todas as vezes em que eu saí de casa a coisa virava um encontro de blogueiros espontâneo. Sessões estendidas de Senhor dos Anéis, todo mundo se cumprimentando. Na última Maldita, na Casa da Matriz, cheguei a ouvir um cara chegando numa garota: "Você tem cara de quem tem blog ou fotolog!!" Espero, por Deus, que esse tipo de papo não sirva pra pegar ninguém, mas não deixa de ser um termômetro engraçado das interações sociais atuais. Algo deprimente, mas engraçado.

Não vou registrar todo mundo nome a nome aqui, vocês que têm participado de alguma forma da minha vida, mesmo que por pouco tempo, sabem quem são, e estão na minha lembrança. No máximo destaco com carinho especial os que têm a orelha publicada na extraordinária Galeria dos Leitores. E aqueles que ainda estão na promessa de mandar... Queria mandar um ótimo ano novo a todos. Se isso adiantasse alguma coisa meus últimos dois anos teriam sido BEM melhores. Algum dia, se minha rebeldia piorar, ainda vou fazer um teste: Ao invés de desejar paz e felicidade, vou desejar violência e angústia pra todo mundo. Só pra mostrar que a coisa não funciona. Ou pelo menos, a chance de funcionar é maior... Em todo caso, fica o meu desejo sincero de que vocês possam ter um 2004 realmente bom. Que subam mais degrauzinho em direção aos seus sonhos. Que consigam fazer alguém rir. Que tenham mais orgulho de se olhar no espelho. Que amem.

E, obviamente, que vão a todos os shows dos Hereges, que esta banda tem a capacidade de fazer feliz. Pelo menos a mim faz.

Como presente, fiz uma seleção do que considero momentos que definiram o ano no Ouvido Penico. Curtam:

Beijos e até ano que vem!




Sons captados Domingo, Dezembro 28, 2003


Porque 3 posts de uma vez? (Agora são 4). Peso na consciência. Dureza arrumar tempo e inspiração ultimamente. O pior de tudo é que quando arrumo umas férias do meu árduo trabalho até o dia 5, a MTV me ameaça com a sua tradicional e brutalmente inassistível programação de verão. Quando eu já achava as coisas ruins o suficiente... Fora isso, me amarro em postar um monte de coisa só pra ver onde os leitores comentam. Nerd se diverte com muito pouco, eu sei.



Rapaz, parece que eu tava adivinhando. Não é que o Luis Schiavon e o Fernando Deluqui brigaram com o Paulo Ricardo e acabam de sair do RPM? Parece que o retorno da que já foi uma banda histórica deu mesmo com os burros n'água. O mais triste é ver os caras lavando roupa suja e se acusando pela imprensa. Gente, paz pra todo mundo. E dinheiro na minha conta, por favor. E se quiserem algum dia investir numa banda hiper profissional com ótimo relacionamento, favor contatar os Hereges, aqui mesmo neste blog.



Falando no aspecto mais cultural (ha ha ha) deste blog, troquemos também o som em questão, para o novo dos Strokes. Não comprei o primeiro, porque sou um recalcado que por princípio odeia tudo que gera muito hype. Quando li as críticas mais ou menos do segundo trabalho dos novaiorquinos, adquiri pra ver qual é. E achei muito bom. As melodias são ótimas (mas a distorção da voz já deu o que tinha que ter dado, fica meio chata lá pelas tantas), e o trabalho de guitarras soberbo. É rock simplezinho, mas bem-acabado e com boas idéias. Bandinha divertida, pra dizer o mínimo. Ou não?



As seções ao lado estão uma total vergonha. Meus diletos leitores ficarão com a impressão de que eu não leio, não ouço, não vejo mais nada. É quase isso, mas até que tenho conseguido um tempinho pro lazer nerd de cada dia. Por exemplo, Q - O Caçador de Hereges, de Luther Blisset. Comprei este livro no escuro, não só por conter o nome da minha banda, mas pela semelhança com a logo que criamos, veja só:


É exatamente a mesma fonte, só que na nossa logo nós comprimimos um pouco a largura pra dar um efeito visual mais embaralhado e interessante. Porque será que duas pessoas completamente diferentes escolhem rigorosamente a mesma letra para fazer uma arte com a palavra "Hereges"?? Deveras intrigado com a coincidência (estaria eu envolvido em alguma conspiração herética subconsciente?), senti que tinha que comprar. Que bela decisão. Teologia e a história das igrejas cristãs é um assunto que me interessa. Este livrinho é um prato cheio disso e muito mais.

Trata-se de um romance tendo como pano de fundo fatos e personagens reais. Os Hereges em questão são os vários membros de movimentos protestantes. Q é o pseudônimo de um espião da cúria romana que se infiltra nos movimentos para exterminá-los. A história segue por décadas e países diversos, mostrando os diferentes movimentos filosóficos e seus desdobramentos sociais. Por exemplo, a invenção da imprensa na Alemanha deu gás à impressão de bíblias para distribuição ao povo, difundindo o estranho conceito de liberdade de interpretação, pensamento e opinião entre o povo. Os camponeses gradativamente passaram a questionar suas relações com os senhores feudais e alguns levantes passaram a acontecer. O impacto protestante foi muito mais fundo do que uma mera querela religiosa, e o livro retrata isto com maestria.

Algo muito importante que sempre me fez gostar do rótulo de "Herege" também é bem enfatizado: Os líderes dos movimentos que revolucionaram a Europa estavam longe de serem teólogos e intelectuais rebuscados. Eram homens de caráter e atividades bem duvidosos, cito como exemplo (e cena predileta do livro) cito o ex-cafetão e ator que faz uma pregação inspirada na porta de um convento, finalmente convencendo as noviças de sua divina missão procriadora, fazendo-as sair pelos portões e protagonizar um grande bacanal. Enfim, eram caras muito mais semelhantes aos profetas e apóstolos doidões da Bíblia do que os poderosos do clero de qualquer época. E enquanto estes poderoso lutavam pura e simplesmente por poder e dinheiro, estes membros da escória da sociedade lutavam, ao seu próprio modo, movidos por fé firme nas suas leituras das escrituras, e vontade de propagar um bem maior, transformando a vida das pessoas. Valores raros hoje em dia. Precisamos de novos hereges.

O livro em si é muito bem pesquisado e escrito, embora use uma linguagem arcaica que às vezes pode cansar. O conceituado jornal inglês The Guardian elegeu Q - O caçador de hereges, o melhor romance publicado na Inglaterra em 2003. O autor é na verdade um "coletivo literário". Trata-se de um movimento cultural, cujo nome era "Luther Blisset", e agora passou a se chamar fundação Wu Ming. Quem realmente escreveu o livro era um mistério só revelado há pouco. Foram 4 escritores. Acho que vale conhecer um pouco mais sobre esses doidos nos links abaixo:





Sons captados Segunda-feira, Dezembro 22, 2003


La la la la hoje rola a versão extendida do primeiro Senhor dos Anéis, tá passando somente no Cinemark Barra. É a versão do DVD que não foi lançado aqui no Brasil, com mais meia hora. Se tudo correr bem amanhã ou depois As Duas Torres no mesmo formato. Dia 25 O Retorno do Rei.

Ainda por cima a banda está gravando, entre Natal e Ano-Novo vou colocar voz nas nossas lindas composições que vão mudar o mundo.

Cara, este é um momento tão assim nerd-feliz. Encontrem-me na fila do Cinemark com um sorriso idiota nos lábios.

Update: Tava lotado. Em compensação...






Sons captados Quinta-feira, Dezembro 18, 2003


É o seguinte: O Clint Eastwood é o cara. Ele fez o filme que me fez gostar de faroestes, The good, the bad and the ugly (aqui chamado pelo título bobo de Três homens em Conflito) contracenando com o nosso velho mestre ninja Lee Van Cleef. Ele fez Dirty Harry com suas frases imortais tipo "Make my day". Ele começou a dirigir e fez alguns filmaços como Os Imperdoáveis. Ele ainda foi prefeito de Carmel, que é uma cidadezinha elegante toda vida na costa da Califórnia. Possivelmente o Schwarza, um entre tantos que seguiram os passos dele no cinema fazendo o tipo herói de ação marrento, só entrou na vida política por inveja disso. Mas ele não entende conceitos como sutileza, finesse e elegância, optando pela grandiosidade. O Dirty Harry usa sua Magnum 44, o comando usa uma bazuca. O Clint vira prefeito, o Schwarza vira governador, e pelo partido republicano, pra não deixar dúvidas de que ele prende e arrebenta.

Então é isso, o Clint é um cara que dá as cartas pra muita gente. Por isso ele filmou Sobre Meninos e Lobos, um livro de Dennis Lehane bem festejado pela crítica. A história gira em torno de uma morte brutal e as investigações para descobrir quem foi o assassino. Estas investigações são conduzidas por ninguém menos que Kevin Bacon, aquele que está a poucos graus de absolutamente todo mundo. Inclusive de mim, vejam só: Meu primo se casou uma menina que tem uma irmã casada com o Rob Schneider que estava no Saturday Night Live onde com certeza o Kevin Bacon já foi. Isto me põe a cinco graus do cara. Não só dele como de Eddie Murphy e Elvis Costello, por exemplo. Yeah.

Mas voltando ao filme, o policial Bacon com sua voz grossa pra chuchu que não combina com sua cara descobre que a vítima é filha de um amigo de infância, um mafioso pé-de-chinelo vivido por Sean Penn, em um ótimo trabalho. Terno em alguns momentos, em outros ele parece ser capaz de lembrar os tempos de Sr. Madonna, arrancando a câmera do tripé e tacando na cabeça do resto do elenco. Cara perigoso. As principais suspeitas são levantadas pela sua cunhada de nariz de porquinho, casada com o outro remanescente da turma de infância. Ele chegou em casa sujo de sangue. E inevitavelmente todos se lembram da história macabra do rapto seguido de abuso quando era criança, que transformou o cara num esquisitão. Para viver este papel, um dos psicopatas preferidos da casa, Tim Robbins, em atuação absolutamente perturbadora. Pouquíssimas palavras, expressão vaga, um total mistério. Em um segundo ele parece ser só um cara tentando levar sua vida apesar de suas angústias, no segundo seguinte ele muda apenas um leve brilho nos olhos, e vira uma presença muito incômoda e assustadora.

Como nosso amigo Clint é o cara, ainda escalou para o inevitável papel de parceiro negão de policial ninguém menos que Lawrence Fishburne, nosso imortal Morpheus. O cara não precisa de muito pra roubar todas as cenas em que aparece, embora eu tenha ficado esperando que ele a qualquer momento acertasse um kung fu no Kevin Bacon.

Então rolam bons atores, um cenário intrigante, personagens complexos, bela fotografia urbana de uma Boston pouco convidativa, promessa de grandes reviravoltas... E o filme é l-e-n-t-o. Parece que o Rafael da MTV foi o editor. Você espera que o policial vá investigar. Então ele diz que vai investigar. Então ele olha pra porta. Aí abre. Aí pensa. Aí sai. Aí entra no carro. Aí pensa um pouco mais. Aí liga o carro. Aí engata a primeira. Anda uma quadra. Duas. Três. PÔ, não dá pra chegar logo e perguntar o que for, caramba? Esta foi a impressão que o filme me deu. Muita coisa fica óbvia que vai acontecer desde o começo, deixando a expectativa de que viria depois. Mas mesmo assim demora pra burro pra rolar, o que poderia servir pra construir o clima mas acaba ficando exagerado, entediante às vezes.

Pois é. Não achei o filme ruim, mas fica a nítida impressão que o livro deve ser bem melhor, pois com aqueles personagens e chance de maior aprofundamento no universo deles, a diversão deve ser garantida. O duro é um certo clima contemplativo que não funciona lá 100% do tempo. Nunca se sabe, deve agradar aos fãs de cinema iraniano e empacações afins. Em todo caso, vá ver. Porque o Clint é o cara. Ele merece.




Sons captados Quarta-feira, Dezembro 10, 2003


Sem assuntos relevantes no horizonte, continuo me refugiando na fofoca gratuita. A Luciana Vendramini é capa da Playboy, sei lá quantos anos depois das fotos que enloqueceram o gostosão da época, Paulo Ricardo, que foi lá e casou com a menina. O Paulo Ricardo era líder daquela que talvez tenha sido a banda mais popular da história do Rock brasileiro, o RPM. Com apenas o repertório do álbum de estréia rodaram o Brasil, foram capas de todas as revistas, apareceram em todos os programas. Quem curtia Rock se amarrava nas letras politizadas e bem escritas, quem curtia um pop podia se deliciar com as melodias fáceis, e quem curtia homem dava gritinhos com o vocalista/baixista que cantava rouco apertando os olhinhos. Acho que só quem presenciou a época tem a dimensão da histeria que o RPM causava. Eu e meus amigos roqueiros ouvíamos sem parar, achando tudo aquilo revoltadão, e ao mesmo tempo minha irmã e as amigas iam nos shows, lotando o maracanãzinho, gritar pelo Paulo Ricardo. Algo como se de repente a galera underground amasse o trabalho artístico dos Backstreet Boys, ou se as mulheres histéricas fossem cercar o hotel do Los Hermanos. Deu pra entender? Pois é. Difícil imaginar, mas foi assim.

E aí a ex-paquita e ex-mulher do cara, musa de uma geração, volta à mídia depois de anos de ostracismo. Me lembro dela em um curta bem premiado, "Trancado por dentro", senão me engano com o Marcos Palmeira e o Paulo Gracindo. Lindíssima, na flor da idade, e aí casou e sumiu. Agora, sai na Playboy, que sempre foi um trampolim para a fama, numa tentativa de revigorar a carreira (qual mesmo?). E aí rolam as inevitáveis aparições para promover a revista, e algo me chamou a atenção. Ao invés de simplesmente fazer o de sempre, explicando que aquelas fotos são artísticas ou coisa assim, ela tem dito por aí que teve mil problemas, teve obsessão psicótica, teve bulimia, teve anorexia, teve apoplexia, sei lá mais o quê. Enquanto isso, a propalada volta do RPM dá com os burros n'água. A banda terminou logo depois do segundo álbum, um total fracasso de vendas, cheio de composições herméticas, e consta que a grana toda que eles ganharam foi pro espaço com drogas e outros luxos.

E então concluo que se meter com o Paulo Ricardo deve fazer um mal danado. Esconjuro, pé-de-pato, mangalô 3 vezes.

...E eu falei que estava sem assunto, nem vem.




Sons captados Quinta-feira, Dezembro 04, 2003


O pior é ligar a TV com a adrenalina a mil, uma da manhã, em busca de um sono que não vem, e na MTV tem Fanático (mostrando algum mané idiota agir que nem um mané idiota na frente de algum artista que fica com cara de quem preferia distância daquele mané idiota), Fica Comigo, sei lá o que mais, e nada de clipes. Passo pela Globo, tá lá aquele gordo que imita o Dave Letterman. Começa o programa e ele vem com um lance de querer ver se a platéia reconhece vozes. Aí rola uma música absolutamente conhecida de todo mundo, a platéia de paulistas felizes grita "Gal Costaaaa", depois outra: "Simoooone", "Moraes Moreiraaaaa" - então o gordo diz que tem uma super difícil, botando uma do Rei Roberto Carlos, e os paulistas felizes ficam cada vez mais felizes porque acertaram mais essa. Sabe quando você sente que a piada que alguém está contando não vai conseguir acabar bem? Você vai ficando de saco cheio, mas continua ouvindo só pela curiosidade mórbida de ver como o cara vai sair dessa? Afinal das duas uma, ou você vai ouvir uma coisa realmente tétrica ou o cara é um gênio, e vai conseguir dar um grande final que fará você se dobrar de rir. Pois é. Resolvi assistir um pouco mais. A tempo de ver o gordo dizer que os paulistas felizes eram muito bons pra reconhecer vozes de pessoas, mas queria ver como eles se saíam com vozes de animais. A platéia riu. Acho que era de nervoso. Vai ver eles estavam se sentindo como eu: "Gordo, melhor parar por aqui, diz que esqueceu o fim da história e sai de fininho, muda de assunto, chama os comerciais, a probabilidade de você conseguir salvar isso está cada vez mais diminuta." E o cara mandou "Como é que o cachorro faaaaazzz?" - e então, caros ouvintes, eu juro que os paulistas felizes latiram orgulhosos. "E o gaaaaaato?" A coisa já estava descendo a um nível intelectual próximo dos Teletubbies. "Gostei daquela senhora miaaaando!" - A câmera dá um close na senhora paulista feliz, miando. Ele continua "Eu estou perguntando isso porque cientistas japoneses estão fazendo um experimento de botar voz humana em animais. Já pensou bater um papo com um saaaaaapooo?" - A platéia vem abaixo de tanto rir, eu penso mais uma vez que paulistas são tão felizes, e definitivamente não sou mais um deles, e desligo a TV, com o humor pior do que já estava.

Para tentar me alegrar, atualizei a extraordinária Galeria dos Leitores com mais duas inestimáveis orelhas. Uma delas é a da minha esposinha, mais conhecida como o pedaço da minha vida que faz algum sentido, vejam só que mimo:



Clique nesta orelhinha para conhecer a Galeria, e aliás você já mandou a sua? Não??? Não quer ficar famoso? Pra saber como, basta visitar a Galeria e ler atentamente as incríveis instruções. Fama, fortuna, e porque não, uma das páginas mais estranhas da blogosfera, o aguardam.




Eu não vou falar do meu emprego. Eu não vou falar que se eu continuar do jeito que estou, com um cargo que significa fazer política o tempo todo, desviando das cascas de banana que gente que ganha 4 vezes mais do que eu fica jogando só pelo prazer de ver um "inimigo" se arrebentar, vou enlouquecer. Eu nem vou dizer que só o Rock salva.

Saco, já disse.




Sons captados Segunda-feira, Dezembro 01, 2003


Fotos dos Hereges! Nosso espetacular documento do show de 16 de novembro você encontra clicando na foto abaixo. Banda que tem nerd no comando programa o próprio fotolog, sem limites de fotos por dia ou de comentários. Usem e abusem.








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