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Rock, Cinema, Música, Cultura Pop em opiniões inconvenientes formadas por anos e mais anos de intrigante falta de coisa melhor pra fazer e feroz resistência para sair da adolescência.

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Sons captados Sábado, Janeiro 31, 2004


Eu pauto minha vida por frases motivacionais. Por isso amo as camisetas da T-Shirt Hell. E os cartazes da Despair.com, como este:


É muita sabedoria.




Sons captados Quarta-feira, Janeiro 28, 2004


Mas o assunto tem que ser Lost in Translation. Está concorrendo a 4 Oscars também: direção, ator (Bill Murray), roteiro original e filme. O Murray já faturou o Globo de Ouro, que aliás também foi pro roteiro da Sofia Coppola e para o filme em si, na categoria comédia.

Só acrescento que não vejo o filme como comédia. E mais não consigo dizer. Simplesmente já vi duas vezes nos 5 dias que está em cartaz. Estou dentro dele até agora. Sou amigo dos personagens. Vivo em Tóquio no momento. Tentarei fazer alguma crítica quando, e se, voltar da viagem imaginária. Por enquanto deixo pra vocês opinarem, ok?



Putz Grila, eu já disse aqui antes que Carandiru devia o sucesso a Cidade de Deus, esse sim um filme digno que devolveu ao público a fé para ir ao cinema aos milhões. Aí na esteira apareceu Carandiru, com um hype que acabou por atrair todo mundo que não tinha visto Cidade de Deus. E estas pessoas perderam uma boa chance de ficar com o bom livro do Dráuzio e só.

Mas o que eu não esperava é que a Academia Americana confirmasse uma de minhas teses bestas com tanta veemência. Deve ser porque eu andei elogiando o cinema americano. O Ouvido Penico é um formador de opinião dos mais respeitados lá fora, vocês é que não sabem. Pois vejam só: Cidade de Deus foi indicado a nada menos de 4 Oscars: Roteiro adaptado, Cinematografia, Edição e Direção. Isso mesmo, direção!!! O estreante Fernando Meirelles vai lá concorrer Peter Jackson, Sofia Coppola, Clint Eastwood e Peter Weir. Tá de bom tamanho?

E aí todos nós podemos nos perguntar porque então Cidade de Deus não está concorrendo a melhor filme estrangeiro. Afinal, com todas estas indicações, seria barbada faturar. E a resposta é que tentamos emplacar Carandiru no lugar deste. E como resultado óbvio, Carandiru não recebeu a indicação, porque não tem categoria pra isso. E apesar de nossa burrice, o filme do Fernando, que é magistral, não vai ficar sem o devido reconhecimento. A julgar também por Homem que Copiava, o caminho está aberto para um cinema brasileiro que sabe entreter, sem a intelectualidade forçada e maçante, mas também sem a covardia de filmar em formato de novela da Globo.




Sons captados Segunda-feira, Janeiro 26, 2004


E falando em filme-cabeça eu finalmente consegui ver aquele que mais causou ruído ultimamente: Invasões Bárbaras. O ruim de ver um filme depois de tantas semanas em cartaz e todo mundo comentar é que você já entra esperando ver a maior obra-prima da história recente, algo que faça rir, chorar, amar, refletir e descobrir o sentido da vida. E aí me deparo com um filme modesto, com uma trama simples, alguns atores e muitas, muitas falas mesmo.

Mas isso não é demérito nenhum, pois existem filmes com poucos personagens e situações que são maravilhosos pela riqueza, pela beleza dos diálogos e sentimentos apresentados. Só que não é o caso deste Invasões Bárbaras. Lá só vemos um cara à beira da morte que mais parece uma ilha. Cercado de estereótipos por todos os lados. A esposa subserviente. As ex-amantes que agem como um par de Monique Evans daqui a umas décadas. O filho especulador, riquinho, e de bom coração. A noiva interesseira dele. A gatinha drogada. Os trabalhadores do sindicato que pareciam ter saído de algum filme do Van Damme. O policial, Deus do céu, o policial. Voltaremos a ele daqui a pouco. E alguns amigos aleatórios que não acrescentam nada, mas ficam lá dando risadinhas.

As risadinhas... Essas sim são o personagem principal do filme. Alguém diz alguma coisa, e pontua com uma risadinha, que puxa mais sorrisinhos do resto do grupo. Aí alguém, entre risos, saca uma respostinha ainda mais espertinha, e todos riem balançando a cabeça. É um clima meio novela das oito que às vezes ficava meio constrangedor. Eu tava vendo o velho pedindo um copo de estricnina a qualquer momento.

Às vezes o filme até surpreende, como na abertura com o hospital caótico cheio de pacientes amontoados que não fica a dever a nenhum INAMPS daqui, e em algumas falas bem escritas, todas a cargo do protagonista à morte e suas reflexões cínicas e ao mesmo tempo belas a respeito de sua vida. Mas algum mala interrompia com uma piada meio tosca e a tal risadinha, e eu saía do clima.

Então é isso. Se havia algum resquício de leitor inteligente neste blog (bem, deve haver senão VOCÊ não estaria lendo isto, né?) eu acabo de dizer adeus. Porque achei bem chatinho o filme-darling do momento. Estou fora da inteligentzia. Paciência. Então aproveito a pouca credibilidade para desfilar sem prejuízos minha tese polêmica a respeito do cinema americano.

É o seguinte, semana passada assisti A Última Noite, que vem a ser o último filme do Spike Lee, que passou pelos cinemas há algum tempo sem a menor repercussão. É um filme modesto, com poucos personagens e situações (se passa em um único dia), um tema em torno da despedida do protagonista (ao invés de morte, ele irá para a prisão no dia seguinte) e muitas, muitas falas. Muito semelhante mesmo ao Invasões Bárbaras. Mas quanta diferença.

Primeiro, porque mesmo um filme mais intelectual, com a grana de Hollywood, pode contar com Edward Norton, Phillip Seymour Hoffman, Barry Pepper, e os queridos Anna Paquin e Brian Cox atuando juntos mais uma vez após se confrontarem em X-Men 2.

O Norton dá o show de sempre. O Hoffman deixa um pouco de lado sua habitual afetação e faz maravilhosamente bem o papel de professor tímido apaixonado por uma ninfeta, com atuação arrebatadora da Anna. O Pepper, com sua cara de valete do baralho, faz um trabalho primoroso, e é responsável por boa parte do impacto brutal de uma das cenas finais. O Cox está perfeito como o pai meio derrubado. E há ainda pelo menos um coadjuvante que rouba as suas cenas, um policial que prende o Norton e exclama "Shiiiiiiiiiiiiitttttt..." com uma voz gutural. É muito bom.

E aí eu lembro do policial de Invasões Bárbaras, um filme canadense falado, muito falado, no intelectual francês. O cara tinha mullets, barba por fazer, um paletó cult, e uma parceira de rabo de cavalo e jeito de durona. Pareciam saídos direto dos seriados dos anos 80. Dos ruins.

Depois, porque o pessoal mais talentoso dos EUA, acostumado a mega-produções, quando quer consegue mostrar até transmissão de jogo de golfe de uma forma que jamais fica monótona. E o Spike Lee com certeza tem um domínio narrativo que é sorte de muito poucos. A cena de abertura, com o monumento luminoso temporário erigido nas ruínas do WTC e a música arrepiante já dá um clima pra lá de bacana. E pelo menos mais uma cena (Conhecida como "Fuck You") é um momento magistral do cinema.

Então é isso. Quer ver o que seria Invasões Bárbaras com atores soberbos, roteiro milimétrico e direção genial? Siga o policial americano. A Última Noite já saiu em DVD.



O Japão é o point do verão, pelo menos é lá que se passam dois filmes oscarizáveis em cartaz, O Último Tom Cruise... quero dizer, Samurai, e Encontros e Desencontros. Enquanto um aposta duas atuações soberbas ancorando o filme inteiro, o outro aposta em mega-astros fazendo papéis heróicos. Enquanto um tem o Japão e sua cultura como personagem dominante, o outro usa estes elementos apenas como legitimadores do heroísmo yankee. Enquanto um acaba de ganhar o Globo de Ouro de melhor comédia ou musical, o outro ficou de mãos abanando. Um sushi pra quem adivinhar qual é qual.




Sons captados Sábado, Janeiro 24, 2004


Enquanto dou uma viajadinha até ali não custa lembrar mais uma vez da festa Domino Dancin'. Organizada por blogs cariocas que se uniram para cantar um rock ao vivo, tocar músicas que não se ouvem por aí, comemorar aniversários dos seus autores (Como eu), e, obviamente, fotografar tudo para seus fotologs.



Um blog está chamando o outro, que está chamando o outro... E o banner acima já está sendo publicado em vários outros blogs e flogs por aí. Acho ótimo. Nada melhor que celebrar meu mergulho cada vez mais devastador na crise dos 30 em meio a vários nerds de todos os tipos e lugares. Acho que meus amigos que forem vão definitivamente desistir de mim, mas talvez tudo se ajeite ao som do set matador de New Wave que estou preparando pra vocês. É para dançar e dar risada até o sol raiar. E de quebra, descobrir o sentido da vida. Tou falando sério que espero vocês lá.




Sons captados Sexta-feira, Janeiro 23, 2004


Em meio às estréias de Eddie Murphy e Tom Cruise em esquema blockbuster nas suas produções milionárias, acho uma boa ficar ligado em outros filmes que têm estreiado sem tanto barulho, e que não vão ficar muito tempo em cartaz. São vários dos melhores filmes do último festival do Rio. Exatamente aqueles que tinham filas quilométricas, naquele horário ruim e uma cineminha picareta longe pacas. Agora estão num multiplex perto de você.

A grande vedete deste grupo abre hoje, Lost in Translation (Encontros e Desencontros), o filme de Sofia Coppola após o longínquo (e perturbador, e na minha opinião de perturbado, bom demais) Virgin Suicides. Seguindo um pouco a linha de comediantes estrelando dramas (como Jim Carrey, Adam Sandler...), parece que Bill Murray, nosso velho amigo caça-fantasmas, Bosley, ou mesmo o caso psiquiátrico Bob em outros carnavais, dá um show de interpretação e já está cotado ao Oscar. E pelo que vi no trailer o filme ainda tem (What's so funny about) Peace, Love and Understanding, do homem, o ídolo, o mito, Elvis Costello. Já separei a grana do ingresso.




Sons captados Quinta-feira, Janeiro 22, 2004


Agora eu revelarei a grande verdade da vida: O único prazer maior do que ver sua orelha publicada aqui é depois poder mostrá-la ao vivo aos fãs admirados na grande festa Domino Dancin'. Sim, esta é a festa onde centenas de leitores e autores de blogs e amigos em geral se encontrarão para curtir ao vivo o bom e velho Rock dos Hereges, seguido da pista liberada com DJs bloggers e seus ecléticos repertórios.

A farra vai ser grande, a expectativa também está enorme e um dos pretextos de tudo isso é o aniversário deste que vos fala. Então venha testemunhar como um homem fica ainda mais velho e alquebrado ao som de New Wave, Pop 80's e muito Rock até o sol raiar. Quer saber mais? Olha aí:



Quer levar os amigos? Então publique este banner no seu blog, e de preferência me avisa aí pra eu botar na lista dos blogs participantes oficiais da festa, ok?





Sons captados Quarta-feira, Janeiro 21, 2004


Ei, você que gostaria de ter um link do seu blog aqui, é a coisa mais fácil do mundo. Ao invés de pedir nos comentários ou propor "trocas de links" por e-mail, faça por exemplo como a Gabby, que acaba de enviar a seguinte foto:



Esta orelha, assim como o link para o blog dela, já está publicada na página mais extraordinária de toda a internet, que é a Galeria de Leitores do Ouvido Penico (Clique para vê-la). Lá se encontram os ouvidos e orelhas de pessoas que visitam este humilde blog. O que pode ser melhor que ter sua orelha publicada na web e ainda por cima ganhar um link deste blog de altíssima popularidade (haha) para o seu blog ou fotolog? Pois é. Quase nada.

A única coisa melhor, eu digo no próximo post.




Sons captados Segunda-feira, Janeiro 19, 2004


Só porque eu quase não assisto mais TV, hoje vou virando os canais, e dou de cara com o novo(?) Big Brother. Eu realmente não queria saber que pessoas assim existiam. Até que o ano estava indo bem até agora. Droga.




Sons captados Domingo, Janeiro 18, 2004


Recados rápidos aos caríssimos ouvintes:
  • Já que todo mundo entra aqui dizendo que meu blog é o máximo e pede que visite o seu, eu retribuo o convite dizendo que o blog de todos vocês é o máximo, e que todos visitem a grandiosa Festa Domino Dancin', a acontecer na primeira sexta-feira de fevereiro (O banner está abaixo).

  • Mais detalhes: A festa abre com mais um mais show marcante dos Hereges, uma das bandas mais malditas do underground carioca, com seu Rock Pop-Alternativo Herético. É boa diversão.

  • O fato de eu gostar assim da banda não tem nada a ver com o fato de eu ser o cantor e compositor das músicas. Nada mesmo.

  • Também serei um dos DJs, tocando um set composto basicamente por New Wave. É pra sair dançando e agitando os bracinhos, e obviamente dando muita risada. O time de DJs tem também a presença de Leozito, o batera dos Hereges e grande pesquisador dos anos 80, assim como verdadeiras celebridades do mundo blog, a saber:
    • Joakina - Amante de Rock, algo Indie sem se limitar a apenas esta categoria. Blog - Fotolog
    • Karla Lopez - O bom Pop dançante dos anos 80 e 90, e o não tão bom assim também. Blog - Fotolog
    • Gabrig - Arqueólogo de covers Punk de músicas conhecidas. Para cantar junto enquanto sai pulando. Blog - Fotolog
  • Tudo isso por 8 reais é bom demais pra ser verdade, mas ainda assim acredite. Vá, divirta-se muito, conheça gente que escreve os blogs que você lê, ouça boa música que não se encontra em qualquer lugar... Não fica melhor que isso.
  • Para quem vai, publique o banner do post abaixo no seu blog e junte os seus leitores e amigos por lá!

  • Quem não vai também pode e deve publicar o banner para ajudar a passar a mensagem festiva aos seus leitores. É uma forma de participar!

  • Para quem está me visitando por conta do Blogs of Note, acho que vale a dica de verificar o post de 31 de dezembro, onde fiz uma coletânea dos posts mais significativos desde que comecei este blog cretino. Se não gostar do que tem lá, não perca seu tempo lendo o resto, porque é bem pior.





Sons captados Sábado, Janeiro 17, 2004


Tcharaaaaaaammm!



Esta é a festa que reunirá o maior número de bloggers e fotologgers do Rio de Janeiro. Show dos Hereges, discotecagem que não se escuta por aí, e um precinho totalmente camarada. Podem separar na agenda, e nos veremos lá!




Sons captados Quinta-feira, Janeiro 15, 2004


Minha madruga de sábado fica muito mais feliz com o Alegria Alegria da RedeTV. Trata-se de um Chacrinha genérico, mas como sinto que explicar em palavras o que é o Alegria Alegria não seria possível, aproveitei a câmera digital para documentar com exclusividade para o Ouvido Penico cenas inéditas e chocantes:

Apresentando Daltro Cavalheiro, um simpático senhor que por algum motivo usa o terno do Coringa e tem um cabelo arrepiado acaju que só faz ressaltar o avantajado tamanho de sua cabeça. Mas ele não perde tempo, e parte logo pra um merchandising entrevistando o famosíssimo coreógrafo das meninas e rapazes que rebolam no fundo do cenário. O nome da academia do rapaz promete.
Se o Tchan pode ter um monte de loiras, porque o Daltro Cavalheiro não pode ter a sua? As raízes dos cabelos da moça estão meio negras, mas nosso dublê de Chacrinha apenas sorri mostrando toda sua alegria. Aliás, estranhamente, ele parece ter perdido metade de cada sobrancelha. Pelo menos estão tingidas da mesma cor dos cabelos. Também pode-se notar uma das pseudo-chacretes metendo o cabeção entre os dois para aparecer na câmera.
Ok, hora da grande atração musical. Com vocês o... é... o...
Isso! Ele mesmo! Como pude esquecer deste nome? Coisa mais meiga, o Cecéu ainda faz biquinho.
Este programa tinha esse pessoal numas mesinhas, que não entendi direito o que faziam por lá, mas pareciam jurados. Seja o que for, o Cecéu botou todo mundo pra dançar. A elegância e charme das mulheres com seus vestidos de gala contrasta com o desengonço do cara da camisa verde-fosforescente com detalhes assimétricos em preto e cabelo de cotonete.
Ok, também sou artista amador, sei do perrengue que temos que passar e não devia gozar dos coleguinhas, mas costumo fazer coisas que não devo. Então voltemos ao Cecéu. Ele também tem um figurino de arrasar, com um misterioso número 3 pintado, que pela numerologia azteca traz muita sorte e prosperidade seguida de uma morte agonizante e demorada. O cinto branco tenta afastar demais urucas de blogueiros mau-humorados. Reparem que a cabeça do rapaz também não é das mais proporcionais.
Agora a opinião dos jurados. Sobre a música, sei lá, mas o jurado que acabou de acordar e nem penteou o cabelo nem tirou o pijama faz o seu merchandising da espetacular Porto Bianco. Seja lá o que for isso.
O Daltro passa a palavra ao cara do lado, cuja indumentária merece atenção especial.
Estrelinhas douradas, senhoras e senhores. Por favor avisem este cara que existem limites de idade máximos para pula-pula, presente de dia das crianças e camisa de estrelinhas. Mesmo que se tente disfarçar com tintura negra nos cabelos. Aliás se esse cara botasse um bigode ia ficar a cara do Sargento Pincel.
Aí o jurado da dancinha ridícula vai lá tirar um sarro, embora sua camisa seja páreo duríssimo.
Nosso amigo Daltro se despede, mas não sem antes a câmera flagrar um pacato senhor de óculos e terno à mesa. Cadê a família desse senhor que deixou ele ir lá? Cadê as entidades protetoras de nossos idosos que não vêem isso?
Só me resta pedir ajuda. E descubro que a MTV passou maratona com ninguém menos que ele! Diga aí, Ozzy:
Quem poderia dizer algo mais sábio? O Ozzy é o nosso rei!





Sons captados Terça-feira, Janeiro 13, 2004


Um feito nerd-histórico, este blog está no Blogs of Note ao mesmo tempo em que o outro blog onde escrevo em ritmo bissexto, o Fósforo Verde, está no What's Up do Blogger.com.br. O efeito disto é que milhares de pessoas passarão por aqui e por lá, e se convencerão de uma vez por todas de que sou um cretino. Aí deixarão um comentário e não voltarão mais.

Ok, eu supero isso, mas pelo menos contem-me alguma novidade nos comentários. Afinal, eu poupei vocês de "Esse aqui é o meu blog e se você não gostou, f$&@-se." e outras tirações de onda loser semelhantes. Também não tenho dolls, musiquinha de fundo sem ter como desligar, num ixcrevo axin e, acima de tudo, nenhum bichinho patético está perseguindo o seu cursor neste momento. Isso tem que ter algum valor.

De qualquer forma é um prazer ter sua visita por aqui, meu cognome é Costello, sou um nerd amante de Rock, cinema e cultura pop em geral. Este blog versa principalmente sobre isto. De tempos em tempos rola o Rock Horror Reality Show, que acompanha minha vida como cantor e compositor dos Hereges, uma banda de Rock underground do Rio. Rolam umas fotos do nosso último show clicando aqui

Os possuidores de blogs moradores do Rio talvez queriam ficar ligados por aqui mais um tempinho porque em muito breve postarei os detalhes da festa a rolar no dia 6 de fevereiro, sexta-feira, com show dos Hereges, e somente DJs do mundo dos blogs e fotologs tocando muito Rock, New Wave e bizarrices dos anos 80 em geral. Aí quem quiser poderá me xingar ao vivo, será um prazer. Até o próximo post.




Sons captados Sexta-feira, Janeiro 09, 2004


Show dos Hereges e Festa de Blogueiros no mesmo evento! Será sexta-feira, dia 6 de fevereiro. Maiores informações por aqui, mais tarde...




Sons captados Quinta-feira, Janeiro 08, 2004


QUANTO é o show do Iron Maiden?? 3 dígitos, senhoras e senhores. Eu achei o TIM Festival caro. Eu achei o Coldplay absurdo de caro. A cada show, as bandas gringas me olham de lado e me contam que estou cada vez mais pobre. Não precisava, pô.

Que tal ao invés disso ver o Som da Rua na Sister Moon? Bem mais baratinho e prestigiamos uma banda local que está por aí já faz um tempo.




Sons captados Domingo, Janeiro 04, 2004


Mais cover triste, desta vez a vítima é um clássico do New Wave dos anos 80, It's My Life do Talk Talk. Esta música tinha duas características principais: Um riff viajante de teclado e a voz grave, potente e chorosa do cantor. Aí vem o No Doubt e faz uma versão sem teclados com a Gwen cantando de um jeito algo desinteressado.

Eu comprei o Tragic Kingdom, que projetou o No Doubt ao megaestrelato. Gostei e ainda gosto de várias músicas dali, incluindo a melosa Don't Speak. A Gwen Stefani se mostrou uma cantora carismática e compositora competente, os demais instrumentos bem interessantes, com o baixista Tony Kanal se destacando. Infelizmente pelos CDs lançados posteriormente, ficou óbvio que eles abandonaram totalmente qualquer postura artística e caíram de cabeça no showbizz no pior sentido. Ao invés de fazerem música, viraram o "No Doubt". Algo como ex-Big Brother, sacam? Um cara que não faz absolutamente nada, mas ganha uma grana devido à fama, buscando aparecer na mídia pra faturar algum. A música deles, de combinações interessantes de ska com pop, virou um pastiche eletrônico da pior espécie, os últimos clipes tentando vender a Gwen como uma espécie de Shakira ou Aguillera com menos peito.

Como se não bastasse, vem mais este massacre de um clássico. Recomendo que baixem o original para não ficarem com a má impressão da música, e boa viagem.




Sons captados Sexta-feira, Janeiro 02, 2004


Melhor que Rock, melhor que cinema, só Rock E cinema. Hoje foi dia dos dois. Finalmente resolvi levar a esposinha pra ver Simplesmente Amor. Primeiro as más notícias. Ela não teve a sensibilidade de manter-se calada quando aparece o Rodrigo Santoro. E na ida, no rádio do carro (de um amigo, eu desisti de escutar rádio. MP3 player no carro é tudo na vida), surge uma versão de Behind Blue Eyes do The Who. O timbre do violãozinho de aço é o mesmo. Mas a voz do cara, quanta diferença. Um cantorzinho medíocre, assassinando a lindíssima melodia eternizada pelo Daltrey num mar de desafinos, notas erradas e falta total de expressividade. A coisa piorou. Muito. Todo mundo que conhece a música (e se tem alguém que não conhece, Kazaa ou Soulseek. AGORA.) sabe que uma das coisas mais bacanas é a parte em que entra o solo de guitarra com a batida pesada, introduzindo outra melodia, fechando o sentido da letra e rolando aquele contraste de climas tão legal que torna a coisa uma suíte de balada e pauleira numa música só. Mas na tal regravação que estávamos ouvindo os caras simplesmente limaram isso tudo fora. Isso mesmo. Pegaram um hino, um mega-clássico do Rock de todos os tempos, e resolveram "melhorar", mudando a estrutura da música, jogando um pedaço da letra e da melodia fora. Este tipo de pretensão dá nojo. Assim como dá nojo saber que a lixeira que é a rádio "Rock" do Rio de Janeiro jamais tocaria a Behind Blue Eyes original, mas toca esta versão patética. Fica óbvio o compromisso das rádios com o poderio econômico das gravadoras, e não com o entretenimento ou cultura.

Acabo de pesquisar na web quais os autores deste ato abjeto e repugnante de desprezo pela história da música. Não podia dar outra: Limp Bizkit.

Queridos, enquanto jogam seus CDs desta risível banda pela janela, entendam que esses caras não têm hoje a coragem e competência que os caras do The Who tiveram há 30 anos para fazer uma música com vários climas, arranjo rebuscado, e ainda assim uma veia Pop. É isso que separa os verdadeiros artistas dos cretinos querendo fama.



Mas tudo bem. Porque o Simplesmente Amor é um filminho bacaninha embora desigual. Algumas histórias são clichês demais, outras não são desenvolvidas o suficiente, mas a experiência é agradável, principalmente pela trilha sonora. E o gran finale é pontuado por nada mais nada menos que God Only Knows dos Beach Boys.

Só isso já teria valido o ingresso. Mas ainda por cima tenho a grata surpresa de saber que finalmente o Lost in Translation da Sofia Coppola vai estreiar. No trailer, Bill Murray num karaokê canta uma Peace, Love and Understanding do homem, o ídolo, o mito Elvis Costello. Vibrei no cinema. Já disse isso antes, mas vocês, por favor, Kazaa ou Soulseek novamente. E fiquem mais felizes.






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