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Rock, Cinema, Música, Cultura Pop em opiniões inconvenientes formadas por anos e mais anos de intrigante falta de coisa melhor pra fazer e feroz resistência para sair da adolescência.

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Cortesia WebCount

Sons captados Sábado, Fevereiro 28, 2004


Carnaval é muito bom pra botar o cinema em dia. 4 dias, 4 filmes, aproveitando as promoções costumeiras. Das estréias, assisti Confidence. Mais um filminho de ladrões e golpes, gênero que é sempre divertidinho de assistir. Sempre se apresenta um cenário de um roubo impossível, e o suspense fica garantido pelo mistério em torno dos detalhes do golpe, normalmente com reviravoltas e malandro enganando malandro até o final surpreendente e feliz quando o canalha simpático se dá bem. Então você já paga o ingresso sabendo disso tudo só pelo gênero do filme. Se vai ser bom ou ruim normalmente depende, além da direção e atores, de algum diferencial do roteiro.

Em Confidence a direção é correta. Dos atores dá pra falar do Dustin Hoffman fazendo um vilão daqueles bem asqueirosos e maus, de uma forma bastante interessante. Mas o que mais chama a atenção é o protagonista, vivido por um ator que não estou nem aí pra como se chama. Porque o cara é o Ben Affleck cover e pronto. O penteado de topetinho, a cara quadrada, a voz, o sorrisinho canastrão de lado, tá tudo lá. E ao longo da coisa eu só conseguia meditar sobre que mundo é esse em que estamos vivendo quando um ator começa a imitar o Ben Affleck. Pelo menos rola a Rachel Weisz, que depois de fugir de múmias e outros troços está lá como uma femme fatale. E o Andy Garcia surpreende como um agente esquisitão.

Então chegamos no roteiro. Não é ruim. Mas caiu na armadilha de tentar ser mais inteligente que os espectadores. Conseguiu, porque chegou uma hora em que eu parei de entender, não que ser mais inteligente do que eu seja assim tão difícil. É aquele negócio meio clichê de reviravolta em cima de reviravolta e tudo o que você estava vendo não era bem o que parecia. Ok, isso normalmente anima um filminho, mas se for feito com muita pretensão a coisa desanda. Não é bem que eu não tenha conseguido acompanhar. Mas é que o troço fica tão elaborado que você começa a não conseguir mais acreditar nem que o Ben Affleck cover pudesse ter armado aquilo e nem que tudo pudesse se encaixar tão bem quanto se encaixa. Em outras palavras, o duro de um roteiro "inteligentchi" é que ele te força a pensar, e pensando você acaba se dando conta de um milhão de furos. Aí a brincadeira perde a graça. E fica a assombrosa lembrança do homem que queria ser o Ben Affleck.




Sons captados Terça-feira, Fevereiro 24, 2004


Ok, eu preciso dizer isso antes de esquecer. Não queria ficar me repetindo aqui sobre a total imbecilidade dos programas da MTV, e da virtual ausência de música na programação. Isso tudo piora no verão, bla bla bla, já estivemos aqui antes. Mas dois programas merecem destaque rápido aqui. O da Daniela Cicarelli, nem vi. Bastaram cinco minutos pra trocar de canal. Como é que neguinho pode achar linda uma garota com aquela cara esquisita eu já acho curioso. Mas a falta de pescoço da moça me dá nervoso demais. Fica aquela cabeça balançando no meio dos ombros. Falando nisso, a cintura também saiu de férias, deve voltar no inverno, sei lá. Ainda estou só falando da menina calada. Quando ela abre a boca, eu não consigo manter minha imparcialidade de comentarista pop que precisa estar a aberto a tudo e mudo pra outra estação. A voz é terrível. O sotaque é horrendo. As caretas são seriamente assustadoras. As palavras eu não vou comentar. Apenas lanço aqui desde já a campanha "MTV, eu quero a Cuca de volta!!!!".

Sabe que o assunto nem era esse? Na verdade eu queria mesmo era comentar o tal "Pé na Bunda", versão caipira do Dismissed da matriz americana, que já é totalmente patético e constrangedor no original. A premissa é que dois camaradas disputam uma vagabunda dando cantadas baratas e fazendo programas a três. Eu assisti pedaços de dois episódios, com fortões na praia passeando com menininhas de biquini. E não sei não, fui só eu que fiquei com a impressão de que na verdade os caras estavam cantando um ao outro?

* Eu modestamente achei o post aí embaixo inteligente, informativo, espirituoso, genial. Só que não tem ninguém lendo nada aqui, tá todo mundo viajando, só voltando depois do carnaval. E rola uma mania de só comentar o primeiro post do blog. Seria um desperdício de um post perfeitamente comentável e polêmico. Não me decepcionem, leiam o que está aí abaixo, e xinguem-me como de costume. Grato.




Sons captados Segunda-feira, Fevereiro 23, 2004


É fogo voltar a ver televisão, quebrei o jejum pra assistir o jogo do Mengão. E então sou brindado com o anúncio do Fantástico, dizendo que haveria a escolha de uma tal "Princesinha da Praia", com a participação de (rufem os tambores) Detonautas! Aí apareciam os caras com seus mudernos cabelos coloridos, tatoos, piercings e bermudões descolados nas areias, com cara de quem vai se dar bem.

Pensamento número 1: Esses caras ainda vão conseguir superar o hahaha LS Jack.
Pensamento número 2: Depois a culpa da crise é do MP3 e da pirataria.

Mas nem tudo são problemas pois ainda existe a TV a cabo. Visitei um amigo que passou por uma cirurgia e o cara é viciado em séries. Assistimos algumas coisas. O melhor foi, disparado, Queer Eye for the Straight Guy (na Sony), nunca tinha visto apesar de sempre ouvir falar. No programa, uma espécie de reality-show, 5 bichas engraçadas pra burro pegam um ogro e tentam transformá-lo em alguém mais apresentável. O episódio de ontem envolvia um cara todo traumatizado que usava peruca. Os caras não só conseguiram convencer o freak a usar o look careca mesmo, como queimaram a peruca na churrasqueira. Ainda por cima redecoraram a casa do cara. O assunto está bem em voga com esta onda metrosexual, com homens absorvendo a moda e padrões de beleza dos gays. As mulheres aparentemente são as principais incentivadoras.

É assunto para divagação mais aprofundada. Não vou desfiar aqui teses sociológicas, mas imagino se ter um amigo fashion que dê umas dicas de moda melhoraria minha imagem e faria a esposinha babar ou exterminaria meu discreto charme ogro-nerd que implora por alguém que me ajude a amarrar os tênis descombinando com as meias, despertando a ponto fraco de qualquer mulher que é seu instinto materno. Ok, feministas, xinguem... AGORA. Mas é um questionamento justo, pô.

E falando em TV, moda, e coisas mulherzinha, lá fora terminou Sex & The City. Se eu realmente disser o que acho desta série todas as mulheres e bibas que por instantes delirantes me viram como um cara bacana vão se decepcionar seriamente. Melhor não arricar. Então fico no básico, que é a Sarah Jessica Parker e sua personagem Carrie Bradshaw. É a prova cabal de que pra algumas mulheres sem-noção, não basta ser chata pra caramba sempre com um sorrisinho compreensivo e cretino nos lábios (grande erro), mas tem que ser feia e se vestir que nem maluca também:

Eu heinCredoHã?XôNão deuHahaha

Ok, para não ser excessivamente rebelde, admito que a Charlotte, com aquela carinha de nerd, é legal. E rever a Kim Catrall, eterna musa de Porky's, não é exatamente motivo para reclamações.




Sons captados Sábado, Fevereiro 21, 2004


De volta aos jornais, reportagem sobre a crise nas gravadoras. Várias teorias, alguns depoimentos, muita especulação. Dentre os bravos executivos de gravadoras tentando salvar seus empregos, um especificamente chamou a atenção por suas palavras claras e certeiras mostrando boa análise do mercado e capacidade de levar sua empresa ao futuro em meio a tantas mudanças tecnológicas: O excelentíssimo Marcelo Castello Branco, presidente da Universal Ibérica. Leiamos suas declarações:

-"Dizer que nosso negócio é ganhar dinheiro vendendo discos é uma frase naturalmente obsoleta e defasada" - ok, acho que construção meio esquisita impediu minha compreensão aqui. O que é obsoleto? O disco? A frase? Ou só dizer a frase é que é obsoleto? E qual é então o negócio da Universal?

Vamos ler mais para tentar entender a cabeça deste poderoso executivo:
-"A convivência do produto físico com o virtual é o futuro mais próximo dentro de realidades macroeconômicas distintas"

...Ok...realidades macroeconômicas...bem...não sei se entendo esse cara. Mas acho que entendo porque as gravadoras estão sérios apuros ultimamente.

Esse pessoal que acredita na tal convivência do físico com o virtual é o mesmo por trás do fechamento do Napster com o pedido de prisão ao seu criador, quem também montou o DCMAA, um orgão que tem implantado leis draconianas que permitem por exemplo usar o FBI prender estrangeiros por crimes praticados fora do país previstos somente por leis americanas (total absurdo diplomático), e processar vovôs por deixar seus netinhos usarem o Kazaa.

Outra coisa divertida são as estatísticas de vendas de CDs piratas que aparecem nos jornais. Cada reportagem bota um número totalmente diferente. Já vi o pessoal ter a cara-de-pau de publicar que 70% dos CDs vendidos são piratas. As poucas que citam a fonte, mostram que é uma pesquisa encomendada pelas próprias gravadoras. Agora me digam se dá pra acreditar neste tipo de pesquisa. Enquanto isso, aqui no Rio as lojas de CDs só fazem crescer, estão cada vez maiores e em mais lugares. Eu só queria que alguém explicasse como as gravadoras, que são as produtoras de CDs, podem estar em crise se os varejistas de seus produtos estão indo bem. Jogar a culpa na falta de consumidores não parece ser justo, pra dizer o mínimo. Só posso supor o que aconteceria se depois de terminar com a diversão na Parmalat o pessoal resolvesse investigar as contas das gravadoras.



Um fato divertido sobre esse problema da crise nas gravadoras é que o pagamento de direitos autorais sobre vendas caiu bastante também. O maior afetado? Nosso maluco pop preferido, Michael Jackson. Ele investiu fortunas nas compras de direitos sobre músicas dos Beatles, por exemplo. Agora, com uma dívida de mais de 70 milhões de dólares para pagar, ainda tem que encarar a súbita queda nas suas arrecadações mensais, impossibilitando-o de conseguir mais crédito e deixando-o em sériíssimos apuros com os bancos. Essa novela ainda rende. Quem gostaria de contibuir com o Tio Michael e sugerir o que ele poderia fazer para não terminar na rua da amargura, só, bêbado, e albino?




Sons captados Quinta-feira, Fevereiro 19, 2004


É hora de um Serviço de Utilidade Nerd, olha a pérola que me chegou por email:



Queridos ouvintes, relembrando meu passado de, digamos, estudioso de segurança de computadores, por favor não caiam nessa que É GOLPE! Não entrem com seus dados bancários em lugar nenhum, na dúvida consultem suas agências. Ah, sim, e ouçam mais Rock e vejam muitos filmes. É isso.




Sons captados Terça-feira, Fevereiro 17, 2004


Enquanto estou basicamente longe da rede, tenho lido vários absurdos no jornal. Por exemplo, uma matéria sobre "Emo", explicando que é este o estilo do CPM22, e como esta estranha banda paulista está no jabá das rádios, então emo está na moda. Primeiro, por favor apontem outra banda qualquer de emo nas rádios. Depois, punk Rock básico e descartável não vira "outro estilo" só porque TODAS as letras falam de amor. É como fazer música brega, com melodia brega, violinos brega, corais bregas mas falar de satanismo, e dizer que inventou um estilo (aliás que boa idéia essa). Escrever letras sobre um único tema não caracteriza um novo estilo, é sinal de falta de assunto, mesmo. É pior ainda se formos mais fundo na história, porque Ramones, que há 30 anos ajudaram a inventar tudo isso que a molecada acha moderno hoje, fizeram quilos de músicas de amor. E faziam isso de modo muito mais divertido, com músicas que continuam bacanas hoje. Alô pessoal do Emo, ouçam Ramones e esqueçam dessas bandecas de playboys. Se quiserem entender quem inventou a sonoridade do punk radiofônico atual, ouçam Bad Religion, e entendam que o resto só tenta imitar sem sucesso. Raios, ouçam até Green Day. Mas essa história de emo é dose.

P.S.: A dita reportagem ainda profana a memória do Husker Dü dizendo que Bob Mould ajudou a "inventar" o punk com letras mais sentimentais. Ah, se ele lê um negócio desses...




Sons captados Quinta-feira, Fevereiro 12, 2004


O assunto volta a ser musas de videoclipes. Estas bravas meninas que tanto ajudaram nossos hormônios púberes a fluírem melhor sempre merecem lembrança. Por exemplo, a Alicia Silverstone. Estávamos nós tranquilamente achando que o mais marcante do Aerosmith era a cara de maracujá do Steve Tyler, e eis que de repente aparece o clipe de Crazy, baladinha do Get a Grip. Durante todo o filminho vemos as peripécias de uma loirinha com cara de tédio fazendo de tudo pra se divertir, terminando com um quase suicídio que se revelava um bungee jumping de uma ponte, com direito ao gesto do dedo para o ex-namorado. Pronto. Paixão à primeira vista. Então veio Amazing, onde um garotão conseguia dar uns amassos absurdos na mesma loirinha em cima de uma moto, na realidade virtual. Era o sonho nerd realizado, e o clipe fazia a turma salivar. Todo mundo se perguntava quem era aquela menina, e onde se devia assinar pra casar com ela.

Como se não bastasse, vem o clipe de Crazy, onde ela arruma uma amiguinha de peripécias. A amiga em questão era apenas a Liv Tyler aparecendo pela primeira vez nas telas. Eu me recuso a achar que é necessário comentar a Liv Tyler.

Mas de qualquer forma, a queridinha da vez era mesmo a Alicia. Ela estrelou um ou dois filmes em Hollywood, minguou, e hoje pode ser vista na Fox, no seriado Mismatch. E aí fica a pergunta: Como diabos aquela loirinha deprimidinha virou uma mulher careteira de boca torta?? E o cabelo bizarro com uma espécie de penacho no cocuruto?




Mais um mito que cai na minha triste vida.




Sons captados Terça-feira, Fevereiro 10, 2004


Aniversário com muita música: Ganhei de outros e de mim mesmo DVDs com shows ao vivo, por ordem cronológica na história, de Roy Orbison (Black & White Night, banda de apoio estelar com guitarras do homem, o ídolo, o mito Elvis Costello e Bruce Srpingsteen, teclado de Tom Waits, coro com k.d.lang...), The Who (Isle of Wight), New Order (Reading Festival) e Nine Inch Nails (Não sou fã mas quero sacar os caras ao vivo, o Trent Reznor entende de showbiz como poucos. E, obviamente, a obra-prima que é Hurt na versão do Johnny Cash aguçou minha curiosidade).

Cada um é ícone de uma fase relevante do Rock. Melhor que isso, só dois disso.




Sons captados Domingo, Fevereiro 08, 2004


Estamos quase voltando à programação normal após a festa que abalou o Rio. Um toró lá fora e a casa cheia. Obrigado aos leitores que foram, foi um privilégio botar vocês pra dançarem. Mas como este blog é sobre música e não sobre festas, vai aí a minha set list New Wave. Várias geraram gritinhos "Uuuu!" quando comeaçavam, e isto dá muito prazer pra um DJ amador. O maior orgulho foi ver a pista encher com uma música que foi uma aposta pessoal, A Town Called Malice do The Jam. Um monte de gente que nem tinha nascido na época dela cantando junto. Bom demais!

Set List DJ Costello na Domino Dancin':
  1. And I Ran - Flock of Seagulls

  2. Safety Dance - Men without hats

  3. Mirror Man - Human League

  4. Legal Tender - B-52's

  5. It's my life - Talk Talk

  6. Steppin Out - Joe Jackson

  7. Major Tom - Peter Schilling

  8. Time out for fun - Devo

  9. That perfect Beat - Bronski Beat

  10. Who do you want to be - Oingo Boingo

  11. Roam - B-52's

  12. Town called Malice - The Jam

  13. (What's so funny about) Peace, Love and Understanding - Elvis Costello

  14. Just Another Day - Oingo Boingo

  15. Modern Love - David Bowie

  16. Panic - Smiths



E aí, o que acham?




Sons captados Quinta-feira, Fevereiro 05, 2004


Eles já confirmaram presença na Domino Dancin. Nesta sexta. Você vai lá encontrá-los?






Sons captados Segunda-feira, Fevereiro 02, 2004


Fui pesquisar o que acontece no mesmo dia da nossa festa. Tem aquele evento daquela cerveja. Shows de LS Jack, Milton Guedes e Detonautas.

...Então é isso, sexta-feira, todo mundo na Domino Dancin'!



É SEXTA!!! Pois é, o grandioso evento que junta o meu aniversário, show dos Hereges e discotecagem maluca de bloggers acontecerá nesta sexta, e esta é mais uma convocação aos amigos/blogueiros/nerds/undergrounds/indies e gente sem ter o que fazer em geral do Rio. Os coveiros do Lion's Den são especialmente bem-vindos. Eis aí de novo o anúncio da festa:



Nos vemos lá?






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