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Rock, Cinema, Música, Cultura Pop em opiniões inconvenientes formadas por anos e mais anos de intrigante falta de coisa melhor pra fazer e feroz resistência para sair da adolescência.

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Sons captados Terça-feira, Dezembro 21, 2004


Então o outro post não fica pronto. Mas como já fui ver Os Incríveis duas vezes, dublado e legendado, quero deixar o recado aqui aos poucos que não deixam este humilde veículo à míngua:

É o melhor trabalho da Pixar em toda a sua história.

Esqueçam os desenhos que são meros pretextos para gags. Esqueçam os desenhos com público-alvo pré-infantil. Está de volta a era de grandes roteiros, personagens inesquecíveis e direção espetacular. Pelo menos se o Brad Bird continuar à bordo, relembrando como é que se faz. Eu já disse aqui, como fã da Pixar desde a época da luminária que acabou virando a logo deles, o quanto achava que a junção com a Disney estava esculhambando com os sucos criativos dos caras. O crescimento da divisão de desenhos da DreamWorks capitaneado pelo Shrek só veio comprovar isto. Onde o Mickey e seus amigos aparentemente só viram um grande poderio técnico e domínio da arte misteriosa e cara da computação 3D, havia muito mais.

Havia o que a estréia em longas com Toy Story mostrou bem: Roteiristas soberbos. E uma direção com um senso de ritmo que só a Disney já teve algum dia, mas que andava claudicante. Só que isto aparentemente estava sendo deixado de lado. Monstros S.A. ainda tem uma das histórias mais criativas de todos os tempos, mas as situações já estavam caindo nos clichês de desenhos infantis. Procurando Nemo foi o ponto mais baixo, com um visual que é puro deslumbre Pixar e situações que são pura babaquice Disney. Confesso que estava perdendo as esperanças.

Mas eis que a Pixar, já em clima de despedida de Patópolis, botou seu arsenal a serviço de um certo Brad Bird, que em 1999 impressionou o mundo da animação com seu reflexivo Iron Giant, que nem foi lançado aqui. Ele tinha um roteiro concebido para ser animação tradicional mesmo, enquanto pensava no difícil equilíbrio de sua carreira artística com a vida de família. Esta foi a origem de Os Incríveis, que com um clima quase Watchmen (sim, os quadrinhos do Alan Moore) conta a história de uma família com super-poderes obrigada pelo governo a abrir mão de atos heróicos que causavam prejuízo ao patrimônio público, recebendo ajuda para tocar uma vida normal. Até que...

Pronto. Não é necessário contar mais. Esse filme é pra ser saboreado em cada reviravolta, em cada frase, em cada fotograma. A trama não se perde em nenhum momento. As cenas de ação são de arrepiar, e talvez façam deste o filme de heróis que Hollywood tanto tenta fazer. É um daqueles filmes que nos fazem sair do cinema realmente torcendo por uma continuação, mesmo sabendo que boa parte da mágica se vai. Porque dá vontade de ficar mais tempo com aquela família, seus amigos, suas situações impagáveis. Droga, escrevi "impagáveis". A idade pesa.

Mas o assunto é esta jóia de desenho, com suas duas horas - É a mais longa e possivelmente a mais cara animação em 3D da história - que passam voando e deixam gosto de quero mais. Assistam. O ano não nos deu tanta coisa boa assim, e isso será assunto pra daqui a pouco, então fã de cinema não pode deixar este passar.

Ps.: E depois de assistir, que tal ler as trivias do imdb e ficar sabendo que o dublador do Dash teve que ficar correndo pelo estúdio pra fazer uma voz sem fôlego realista, e que o menininho do velocípede (E aí só não escrevo impagável porque seria repetição) é dublado pelo próprio filho do Brad? Não tem nada a ver com nada, mas que é divertido ficar sabendo, isso é.




Sons captados Terça-feira, Dezembro 07, 2004


Eu não morri, como já diriam as meninas do flocgel. Mas agora tenho uma bancada de computador, o meu desktop finalmente funcionando, uma placa de rede wireless conectando com a internet que vem lá do outro cômodo e um HD novo de 80GB. Tudo o que um blogueiro precisa pra postar feliz novamente. Aguardem que tem posts à beça na fila, começando com a saga do dia em que cantei com uma certa banda americana.






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