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Sons captados Quinta-feira, Julho 28, 2005


Memes - Capítulo II
Um outro tipo de meme transformou eméritos Zé ninguém em celebridades mundiais. Talvez o primeiro caso marcante tenha sido o de Mahir Cagri, o turco sedutor. Um única página com fotos esdrúxulas do comarada e legendas explicando seus predicados mais importantes. Como tantas outras da web.

O fato é que "I KISS YOU!" - frase que recebia os visitantes de seu site - acabou virando mania no mundo todo, congestionando totalmente os telefones e e-mail do cara, que por sua vez não tinha a menor idéia do que estava acontecendo, pois já fazia um ano que a página estava lá sem nenhuma resposta anormal.

Por que esta então obteve um efeito cascata que atraiu milhões de visitas todos os dias? Seriam as frases que tentavam atrair mulheres em inglês macarrônico? Afinal não é em qualquer site que se pode ler "I like music, I have many many music enstrumans my home I can play" com fotos do Mahir tocando acordeão pra provar, ou "I like sex" assim, escrita casualmente, abaixo de uma foto em ponto turístico. Ou ainda o comovente e nada inocente convite "Who is want to come TURKEY I can invitate ..... She can stay my home ........"

Ou o motivo de tanta fama seria o seu bigodão? A foto jogando ping-pong de gravata? Ou a infame sunguinha vermelha?

As celebridades meméticas são fascinantes porque são naturais. Não é um canal de TV que escolhe alguém para ser celebridade. Todos os dias reality shows ou noveletas bestas tentam convencer da importância de brucutus e popozudas sem carisma cujo único mérito é estar na frente das câmeras. É o próprio público, nós, que percorrendo a galeria de pessoas comuns expostas na web decidimos quem tem direito a ser célebre. Os critérios passam pela subjetividade do "achei engraçado", o que numa escala mundial e multicultural não deveria fazer muito sentido. Talvez nos sintamos mais unidos se pudermos cometer atos de transgressão contra a celebridade fabricada juntos, elegendo nossos campeões, representantes dignos da multidão sem rosto e sem predicados promovidos por revistas. O Mahir talvez tenha sido o primeiro caso de resistência mundial contra as super-modelos, o silicone, o anabolizante, a anorexia. I KISS YOU!!!!

Os links:


Um caso de celebridade espontânea mais bizarro foi o Tourist Guy. Tudo nasceu de uma piada com a queda das torres gêmeas. Algo comparável com as dezenas de piadinhas de Ayrton Senna que já estavam circulando um dia depois de sua morte. Eu achava que só certas parcelas da população tinham este tipo de espírito de porco, mas o Tourist Guy e sua impressionante popularidade provaram o contrário.



Alguém pegou uma foto de um turista de touquinha preta e óculos de lente fumê no alto do WTC e photoshopou um avião no fundo. Piada de gosto deveras duvidoso mas a foto começou a rodar por aí, com explicações sobre como aquela foto foi revelada de um filme encontrado intacto nos destroços das torres. Depois de um tempo, começaram a aparecer montagens daquele mesmo turista em outras catástrofes, como em Hiroshima, num palanque com o Hitler, e a partir daí começou a valer de tudo. Alguém registrou www.touristguy.com e começou a juntar as fotos numa galeria hilária e nonsense. Milhões de visitas, montagens que não paravam de chegar, e a pergunta que não queria calar: Afinal quem era aquele cara? De onde teria vindo a foto original?



Apesar da extraordinária fama da foto sua origem continuava envolta em mistério. Até que um paulista, José Roberto Penteado, veio a público afirmando ser o cara. O SBT chegou a dar a notícia em seu telejornal. Era parecido, mas ficou faltando mostrar o óbvio: A foto original. Ele contou que desconfiava que amigos tinham pego a sua cabeça de uma foto e colocado naquela montagem. Um tanto mirabolante demais, não parecia fazer muito sentido alguém se dar ao trabalho de pegar a foto, montar o avião atrás de um modo meio tosco, e depois trocar a cabeça com total perfeição. De qualquer forma os sites especializados deram a notícia, a Wolkswagen chegou a acenar um contrato publicitário para o Zé. O Brasil tinha gerado um meme!

Então apareceu o húngaro Peter. Ele escreveu para um dos sites que publicavam as montagens, chegando depois a enviar uma foto original pelo correio. Ele tinha tirado as fotos no WTC como qualquer turista em New York, amigos fizeram a colagem e a coisa saiu de controle. Embaraçado com aquilo ele se manteve quieto até aparentemente se aborrecer com o fato de alguém faturar com a sua imagem. Foi o Brasil passando vergonha internacional, quase um incidente diplomático. De qualquer forma, o segundo nome de Peter permanece em segredo. Tímido, ele afirmou que a única coisa boa do fenômeno foi ter gente que ele não via faz tempo procurando saber dele. E sumiu novamente, esperando sua fama morrer naturalmente com o surgimento da próxima celebridade da web. Que não demoraria muito a surgir. Gordinhos com talentos duvidosos, eis do que vamos tratar no próximo capítulo.

Os links:







Sons captados Terça-feira, Julho 19, 2005


A história de como Sin City foi feito já justifica o interesse. Como centenas de outros livros e quadrinhos bacanas, a preferência de filmagem estava comprada por grandes estúdios sem ninguém realmente conseguir a autorização para começar a produzir o filme. Já falei aqui como esta mesma história aconteceu com o Senhor dos Anéis, até aparecer o nerd maluco Peter Jackson com uma adaptação escrita por puro amor à obra original, convencendo alguém a botar o dinheiro na mesa e confiar nele.

Pois bem, o Robert Rodriguez foi ainda mais longe. Percebeu que o projeto estava mofando e ligou direto para o seu autor, Frank Miller, ponta americana da santa trindade quadrinística completa por Neil Gailman e Alan Moore. A proposta era a seguinte: O Frank pegaria um avião até o estúdio do Rodriguez no Texas e veria ao vivo a produção de um curta de poucos minutos baseado em Sin City. Tudo seria feito em um único dia. Se ele gostasse do resultado, eles conversariam a respeito da produção de um longa para o cinema. Se ele não gostasse, podia ficar com o curta e fazer o que quisesse com ele. Convite aceito.

O que o Frank Miller viu no estúdio particular do Rodriguez foi dois atores dialogando num fundo verde. Um deles era Josh Hartnett, que entre outras coisas havia estado em Black Hawk Down. Os dois filmaram suas falas algumas vezes até que o diretor ficou satisfeito. Depois, a cena, inteiramente filmada em formato digital, foi para a computação gráfica. Lá adicionaram cenário, neve caindo, sombras, cores. No fim do dia os dois estavam na sala de exibições assistindo um belo e dramático curta. Rodriguez convidou Miller para ficar e dirigir o resto do filme com ele. O negócio foi fechado ali mesmo. E a briga foi comprada. O Frank Miller não podia constar como co-diretor por não ter registro de diretor de cinema, segundo a Associação de Diretores americana. Como resposta, o Robert retirou a sua própria filiação à associação, deixando claro que estava pouco se lixando pra esse tipo de regulamentação. Os créditos mostram os dois nomes na direção, o que é um tanto raro no cinema. Ainda conta com Quentin Tarantino como diretor convidado.

Se a briga valeu a pena? O efeito imediato foi a total fidelidade do filme ao material original. A luz, a atmosfera, personagens, situações, violência, depravação, está tudo lá supervisionado pelo criador deste universo. Não há concessões à faixas de classificação etária mais abragentes, ou à direita religiosa cada vez mais poderosa, ou a qualquer tipo de consideração comercial. Sin City é muito mais que um filme baseado em quadrinhos. É o próprio gibi, em uma nova forma de leitura para o espectador. Aliás a YahooMovies fez uma galeria bem interessante comparando o resultado do filme com as revistas. Quem gostou e não se importa de acabar vendo fotos que podem revelar um pouco demais do filme pode acessar esta outra galeria similar bem mais completa.

Agora pode ser discutido se isso é ou não uma boa idéia. Os diretores concluíram que um episódio de Sin City não daria, sem os habituais ajustes que tantas vezes destroem belas premissas, um longa metragem. A escolha foi por filmar 3 histórias, protagonizadas por 3 heróis diferentes, cada história com seu próprio final. Não há portanto muito tempo para acompanhar os personagens e entendê-los. O timing é diferente dos filmes comuns. Cada cena e linha de diálogo é igualmente importante. Perder qualquer coisa é perder um pedaço da diversão ou talvez o fio da meada. Não que os roteiros sejam elaborados. Há alguém em perigo, um vilão por trás disso, um herói tentando impedir, basicamente matando quem se interpõe entre ele e seu objetivo. A repetição e a sucessão de personagens só pontua do que realmente trata o filme, e é o que está claro no título: O lugar e ambiente onde esse povo vive.

Basin City é uma cidade que não existe. Seus habitantes são degenerados sobrevivendo em condições de barbárie. Heróis ou vilões são meros pontos de vista onde a imoralidade parece sempre vencer. Autoridades corruptas. Impunidade ampla. Psicopatas soltos e protegidos. Justiça deturpada. Cada um protege sua integridade como puder, o que em geral significa ser bom em matar ou ameaçar os outros para mantê-los sob controle. O que se vê é um desfile de mortes, torturas, sangue e crueldade como poucas vezes no cinema.

O visual é extremamente glamouroso. O mexicano Robert acredita em cinema digital, e pelo jeito pode ensinar um bocado sobre os usos disso para o mestre jedi George Lucas. Mesmo que seja para explorar o lado negro do homem. É tudo muito, mas muito bonito mesmo. Fotografia, luz, as poucas cores, pois o filme é na maior parte do tempo em preto e branco. Basin City é linda.

O desfile de estrelas do elenco reforçam ainda mais o efeito "Olhar-pra-isso-é-muito-maneiro". Os heróis são Bruce Willis, abusando da sua credibilidade de cara bom e honesto; Clive Owen, abusando da sua cara ambígua de psicopata bom-moço; e Mickey Rourke, com o melhor personagem, uma montanha de músculos e sede de sangue motivada por amor. Os vilões são apropriadamente nojentos, o que surpreende no caso dos frangotes Nick Stahl e o hobbit Elijah Wood, em papéis realmente excêntricos. Adicione mulheres de todas as raças em vários graus de semi-nudez, incluindo guerreiras em roupas sado-masô, e temos aí um universo macho-man pra ninguém botar defeito. Basin City transborda carisma.

Linda, carismática e imoral? Talvez alguns enxerguem aí uma glamourização da violência. Eu só vi um filme fazendo aquilo que um bom filme pode fazer: Divertir o tempo todo e deixar marcas em você depois que o filme acaba. A violência é cômica, exagerada, grotesca. Podia ser camp, podia ser noir. Mas não chega a nenhum destes estilos. Porque o tempo todo perdura a sensação de decadência e desespero do pior tipo. Ninguém está buscando a redenção. Heróis podem ser tão cruéis quanto quiserem. Porque em um mundo onde só se luta pelos seus próprios interesses e não há noção de bem comum, todos afundam no mesmo inferno. A própria noção de bem fica deturpada. Os fins podem ser nobres, mas os meios são sempre destrutivos e horrendos. Os heróis parecem buscar a morte, e quando ela pisca o sentimento parece ser de silenciosa resignação. A saída não é fazer o bem. Não há lado negro (ou "sombrio", como quiseram os tradutores estelares), porque não há lado certo. Em Basin City a regra é seguir sobrevivendo apenas porque sim, flertando com a morte, mantendo-a próxima, como uma carta na manga. A possibilidade de morrer é o único alento, e este detalhe distingue a cidade de um verdadeiro inferno.

É uma fábula sobre o que parece acontecer com o coração humano nestes tempos. Bonita, bem-filmada e divertida. E por isso mesmo duas vezes mais cruel e aterradora. Não é para todos os estômagos e corro o risco de estar filosofando demais em cima de pipoca, mas recomendo fortemente. Só não cometa o erro de discutir se o filme é bom na saída do cinema que a adrenalina gerada pode levar a certas reações intempestivas, como pode atestar o rapaz australiano que ficou sem nariz numa dessas discussões filosóficas.




Sons captados Quarta-feira, Julho 13, 2005


Ok, eu confesso. Sou fascinado por memes. O assunto veio à baila com o caso do Klaus PP. Esse moleque aqui do Rio protagonizou um vídeo que passou imediatemente por toda a web, abrindo-lhe as portas da fama. E fechando as da cadeia com ele dentro.

Este singelo assunto foi puxando uma série de pesquisas de sites, e acabei com uma quantidade absurda de material para o post. Acho que todo mundo ia se assustar e desistir de ler só de fazer um scroll rápido pra ver o tamanho da coisa, e o próprio servidor do Blogger limita o número de caracteres. Então decidi quebrar em vários posts, publicados de dois em dois dias. Quem seguir a série vai relembrar ou conhecer histórias bizarras e hilárias que fazem parte da história da própria internet.

Vamos do começo: O que é meme? Termo inventado por Richard Dawkins em seu livro "O gene egoísta", ele explica:

Exemplos de memes são músicas, slogans, roupas da moda, maneiras de fazer cerâmicas ou construir arcos. Assim como os genes se propagam pelo espaço genético pulando de corpo em corpo via esperma ou óvulos, os memes se propagam no espaço memético pulando de cérebro em cérebro via um processo que, a grosso modo, pode ser chamado de imitação. Se um cientista escuta ou lê sobre uma boa idéia, ele repassa para seus colegas e alunos. Ele menciona isto em seus artigos e palestras. Se a idéia pegar, pode-se dizer que ela se propaga, espalhando-se de cérebro em cérebro.

O termo caiu como uma luva quando certas coisas completamente aleatórias começaram a viajar rapidamente pela internet, transformando-se em manias instantâneas para grupos de pessoas com nada em comum a não ser uma conexão com a web.

Meu primeiro contato com meme foi o All Your Base Belong to Us. Esta frase saiu da versão européia do jogo Zero Wing, para Mega Drive. O original era japonês, na hora de verter fizeram uma tradução em inglês ridiculamente capenga. Isso chamou a atenção de um gaiato que resolveu botar introdução do jogo com todas suas gloriosas e incompreensíveis frases em formato de animação num site. Virou mania. Principalmente "All your base belong to us", dito pelo vilão para o desespero do herói, começou a pipocar em imagens retocadas, cartazes, camisetas e o escambau. Malucos fizeram animações com a introdução, com música e locução, seguidas de colagens das várias imagens das frases enviadas pelos internautas de todo lugar.

Eu não entendi lhufas. Porque cazzo um bando de gente tinha cismado com uma frase maluca a ponto de fazer websites dedicados ao assunto? De qualquer modo, várias das homenagens eram engraçadas. Mal sabia que era só o começo.

Os links:

No próximo capítulo conheceremos a galhofa que veio de uma das maiores tragédias modernas do ocidente.




Sons captados Segunda-feira, Julho 11, 2005


Só pra manter o assunto cinema-quadrinhos, a fofoca recente é que as irmãs tenistas Williams estão disputando um papel em X-Men 3. O papel seria de uma prostituta bissexual. Que diabo de papel é esse seria uma pergunta mais interessante que a veracidade da tal disputa. Pra quem acha bizarro o envolvimento delas com os mutantes, o Brett Ratner, diretor do filme, andou pegando a Serena, o que pode explicar. Agora o que não pode-se explicar é como o Brett, que tem em seu currículo os 2 filmes Rush Hour (que conseguem ser filmes fracos do gênio Jackie Chan) e o mediano Red Dragon, pegou a franquia das mãos classudas do Bryan Singer, que está tocando o novo filme do Super-homem, trabalhando novamente com o Kevin Spacey como Lex Luthor.

E só manter o assunto em fofoca mesmo: Pete Doherty, ex-Libertines (foi o que não veio pro Brasil) e agora líder do Babyshambles, continua sendo notícia sem parar na Inglaterra. O cara está pegando a Kate Moss. A banda estava abrindo para o Oasis na turnê européia e ele simplesmente não apareceu num dos shows, causando a expulsão deles do restante das datas. E em pleno Live8 recebeu uma vaia ao esquecer a letra da música de seu dueto com o Elton John, Children of the Revolution do T-Rex. Obviamente começaram a interpelá-lo sobre um suposto uso de drogas e sua resposta foi pra lá de intrigante:

"Eu sabia a letra e eu não estava chapado. Logo antes de subir no palco a Peaches beliscou minha nádega com força e sussurrou algo bastante sugestivo. Isso me deixou num estado de choque tão grande que eu não sabia mais onde estava. O Bob Geldof organizou este fantástico evento global, eu estava diante de 210 mil pessoas, as câmeras ligadas, Elton John estava num dueto comigo. E a filha do Bob tinha secretamente me dado uma cantada. Era só o que eu conseguia pensar. Aquilo me tirou do ar. Eu não achava que o Bob ia ficar feliz com aquilo."

Pois é, Peaches, a filha de 16 anos do Bob Geldof, foto ao lado, obviamente negou, explicando que estava o tempo todo com a irmã, o próprio pai e o namorado que já dura 2 anos, e que seria ridículo fazer uma coisa dessas na frente deles. Eu não estou nem aí pra quem tem razão, mas o Pete ganha pontos pela história. Mentira ou verdade, é coisa pra quem tem muita cara-de-pau mesmo. Sensacional.

P.S.: WEEZEEEEEEEEEEEEER em Curitiba!!!! Vamos?




Sons captados Sábado, Julho 09, 2005


Batman é legal. Resgatou o clima dos quadrinhos. O mote é o medo, usado pelo morcegão, pelo seu treinador Gêngis Khan (ou algum nome oriental enigmático parecido com esse) e pelo vilão Espantalho. Interessante, só não deu pra entender porque quando as pessoas estavam sob o efeito de um gás que materializa seus piores medos, o Batman aparece numa hora como o Hulk do outro filme pintado de preto, e em outra como uma asa delta com uns faróis. Vale também pelo Arkhan Asylum, lugar que sempre justifica a visitinha.

Assisti num momento de qualquer coisa vale "A vida secreta dos dentistas". Parece querer contar a história de como um homem de família pode agir frente a ciúmes e suspeitas de traição, mas acho que é mesmo um filme pra quem gosta de vômito, disparado um dos personagens principais. Tem uma ótima escolha de elenco com o Campbell Scott, um cara que tem muita cara de corno. E umas alucinações com um trompetista que é a cara do Duende Verde. Os filmes de heróis me perseguem.

Tanto é que indo pra Sampa de ônibus deparei-me com o Demolidor passando no vídeo. Um dos meus adorados heróis de infância, espumei quando vi o papel entregue ao Ben Affleck e me recusei a ver no cinema. Pois é. Acabei assistindo e tive que dar o braço a torcer: O Ben Affleck está bem. A Jennifer Garner está boa. E mal sabia eu que o resto, tipo direção, roteiro, diálogos, montagem é que são muito, mas muito piores que o jeitão de filme B do trailer insinuava. Credo, que filme pavoroso.

Agora vão todos ouvir In the Backseat do Arcade Fire, que foi o que fiz ao longo do resto da viagem pra esquecer aquele desrespeito com um herói tão querido.




Sons captados Sexta-feira, Julho 01, 2005


Adendo rápido: Foi o Lúcio Ribeiro da Folha que soltou a bomba dos Strokes no TIM. Ok. Ele sempre passa na sua coluna pretensões não confirmadas e quase-shows que os próprios produtores devem mandar pra dar uma animada nos futuros eventos. Mas o cara botou isso em letras garrafais, dizendo que era furo e tal. Jornalista quando faz isso tá apostando a reputação. Então você decide, se o Lúcio tiver uma reputação a zelar, Strokes vem mesmo. Em outubro.

E saiu o trailer de King Kong do Peter Jackson. Não é que ficou legal, salvo computações gráficas meio toscas? Nada que não dê pra arrumar até novembro. Tem um monte de criaturas lá, mas a mais bizarra é o Jack Black fazendo, pelo jeito, um papel sério. Como nerd quero sempre ver um representante da classe estrelando filmes, é isso aí. Tem ainda o Andy Serkis, mais conhecido como o ator que quase não foi visto mas arrepiou todo mundo com o seu Sméagol/Gollum na trilogia dos anéis. Agora ele vai fazer o "papel" de King Kong. Acho que esse cara só deve conseguir andar de quatro coitado, não consertam a coluna dele nunca mais.






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