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Rock, Cinema, Música, Cultura Pop em opiniões inconvenientes formadas por anos e mais anos de intrigante falta de coisa melhor pra fazer e feroz resistência para sair da adolescência.

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Sons captados Terça-feira, Outubro 25, 2005


Arqueeeeeide Faaaaaaaaiiiiiiierrrrrrrrr! Que show foi esse, meu Deus? Depois disso, nada melhor que outro disso:



E sim, eu vi o primeiro show do Elvis Costello de toda a minha vida. Amanhã tem o segundo em BH. Quarta tem o terceiro em Sampa. Notícias em breve, que a vida tá corrida.





Sons captados Quinta-feira, Outubro 06, 2005


Curitiba Rock Festival, que beleza. Rolou uma polêmica pela mudança súbita de local, mas o fato é que foi bom. Choveu o tempo todo e fez um frio indigesto. Se fosse na pedreira, linda mas descoberta, ia ser complicado aguentar.

Não há muito o que dizer que já não tenha sido dito por alguém mais tarimbado. Weezer fez um show sensacional. O fato bizarro da noite foi a aparição, sem mais nem menos, do garoto que tocou violão com eles no lobby do hotel onde o pessoal da caravana maldita ficou. Ele não estava hospedado nem conhecia ninguém, mas estava lá sentado num sofá de madrugada, sozinho. No show ele meio que pagou mico, com o Rivers perguntando o nome dele e ele fazendo "sim" com a cabeça. Aí alguém soprou o nome e o Rivers anunciou o "Riando" - que pelo jeito era Leandro. De Porto Alegre o rapaz. Ele deu alguns depoimentos, explicou que pra ele qualquer nome tava bom, que ele tocava a música com a banda dele mas na hora deu branco mesmo, ele só pensava que tava lá no palco com eles. Me identifico totalmente, já estive na situação de tocar em show dos ídolos. Você não consegue acreditar que está ali. O cara entrou num táxi e foi embora, sem ninguém entender pra onde ou como ele foi parar lá, mas foi legal conhecê-lo.

No dia seguinte, o fato mais marcante. Sabe aquela música que você cantarola mas não tem a menor idéia do que é? Ouviu em algum lugar, talvez até soubesse o nome em alguma época soterrada pelos anos, mas agora o que resta é um pedaço de refrão, um backing vocal ou uma linha brega de teclado te assombrando. e virando um assovio nas horas em que a mente vaga a dimensões paralelas, sabe como é? Eu iniciei há um tempo uma jornada pessoal para desencavar os dados das várias que me torturavam. Perguntando por aí, ficando atento a pedaços da letra quando toca na rádio de um Shopping, por exemplo. Fazendo essas coisas descobri inutilidades como o Lindsay Buckingham, mas ele é outro assunto.

Tinha uma que parecia fácil. Eu até lembrava do título: Mockingbird. Botei no soulseek, baixei tudo que veio, e nada. Googlei, nada parecia certo. E o refrão na minha cabeça. Essa música eu conheci pelo videoclipe. Passava no saudoso Lado B da MTV, na época em que ainda tocava música. Pois bem, estava eu já posicionado quase na grade pra curtir de perto o (maravilhoso) show dos Raveonettes, observando o trabalho rapidíssimo de montagem do único roadie dos dinamarqueses (e a eterna desmontagem por um batalhão de gente da tralha do Ultramen, que tinha tocado antes), e o DJ tasca uma música da mesma banda da música perdida. Reconheci a voz, reconheci o clima, eram os caras, com certeza. Olhei em volta desesperado, à procura de alguém que estivesse com cara de conhecer. Com felicidade localizei lá trás um cara cantarolando. Meditei por segundos que deve mesmo existir algum tipo de justiça poética regendo o mundo, porque se tratava exatamente do Gastão, VJ daquela mesma e esquecida era da MTV. Fui lá: - "Gastão, pelamordedeus eu tô há anos tentando saber que banda é essa pra arrumar os álbums". Ele riu da minha cara de desespero, e esclareceu: Grant Lee Buffalo. Ainda explicou que ele continuou o trabalho como Grant Lee Phillips, e que era coisa fina mesmo. A música que estava tocando era Fuzzy. Soulseek em ação, o nome da outra é Mockingbirds, no plural. Raios. Caso resolvido. E ainda dei um CD dos Hereges pro Gastão. Eu amo o Curitiba Rock Festival.







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