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Rock, Cinema, Música, Cultura Pop em opiniões inconvenientes formadas por anos e mais anos de intrigante falta de coisa melhor pra fazer e feroz resistência para sair da adolescência.

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Cortesia WebCount

Sons captados Terça-feira, Março 28, 2006


Aí tou vendo o jogo do Barça e entra o jogador Gabri no segundo tempo para segurar o ímpeto do Benfica que estava tentando fazer pelo menos um golzinho jogando em casa.

Até que deu certo mas ele mal tocou na bola. Pudera, pois foi tudo uma fraude. Na verdade foi o sacana do Chris Wolstenholme que vestiu umas chuteiras e foi bater uma peladinha em Portugal enquanto não chegava a hora de gravar uns baixos pro álbum novo do Muse. Esse pessoal do Rock não tem mesmo jeito.








Quem aí também já brincou de prender a respiração junto com o Thom em No Surprises levanta a mão!



*Esse post comemora o encerramento oficial de minha fase hippie com a instalação dos canais a cabo, o que me levou a efetivamente ligar a TV e assistir a tão falada madrugada da MTV.





Sons captados Domingo, Março 26, 2006


Meus problemas e traumas com o Orkut e MSN acabaram. Finalmente um lugar da internet à prova de freaks. Ou então à prova de humanos, para o uso de freaks como eu. Como quem lê esse blog é a minha mãe e gente de gosto duvidoso porém limpinha, deixo a dica: Cliquem aqui e sejam felizes.




Sons captados Quarta-feira, Março 22, 2006


Filmes nadavê: Dead Birds. A falta do que fazer me leva a baixar filmes de terror que nunca assistiria pagando. E ainda mais falta do que fazer me leva a resenhá-los aqui. Estes são os meus filmes nadavê. Baixei esse Dead Birds de modo totalmente aleatório, foi sem querer. Se passou no cinema aqui, foi longe do meu radar. No elenco constam dois ex-astros-mirim, Henry Thomas de ET, ostentando uma barba e uma cara de quem só queria entender a receita de sucesso da ex-coleguinha Drew Barrymore, e Patrick Fugit, que depois do seu papel sensacional em Quase Famosos, afundou no mesmo ostracismo do seu ex-diretor Cameron Crowe (Elizabethtown é por si só um universo de ruindade, qualquer diretor que comete aquilo está fadado ao esquecimento imediato, e como foi seu último filme...).

Na direção, um novato. Parece ser esta a regra para os novos filmes de terror. Os produtores pegam um roteiro sobrenatural e dizem "Ah, dá essa porcaria aí praquele estagiário parar de encher o saco". Aí chamam o cara na sala e dizem "Filho, recebemos um roteiro brilhante, esta é a sua grande chance!" - e lá vai o cara fazer um filme que dificilmente ganha resenhas, público, ou grana de verdade. O que mais poderia explicar darem o Dark Water pro Walter Salles, quando ele jamais havia feito terror e ainda veio de um país sem nenhuma tradição (Não me falem em Zé do Caixão, né? É para poucos, e é único) no gênero? Falarei de Dark Water em algum momento, creio. Voltemos ao tema deste post.

Dead Birds não tem nada a ver com pássaros vivos ou mortos. Descobri que tem título em Português, "A casa dos pássaros mortos". Já chega mais perto, porque pelo menos é filme de casa mal-assombrada. É meio diferente por se passar no século passado, num cenário de faroeste. Uns assaltantes de banco se refugiam por uma noite em uma casa. E aí...

  • Antes de chegar na mansão podre, abandonada e sinistra, surge do nada um bicho bizarro, sem pele, com aparência monstruosa. O primeiro comentário sobre isso é "Belo tiro" - quando um dos caras acerta um balaço nele. E eles seguem em direção à mansão podre, abandonada e sinistra.


  • Clichê: Revistando a casa um dos caras ouve um barulho num quarto, vai averiguar, o suspense cresce... E um dos companheiros dá um susto nele.


  • Eles acham um livro:
    -"O que está escrito?"
    -"Um feitiço pra levantar os mortos."
    -"Ah, tá ok."


  • Clichê: O casal sobe pro andar deserto pra fazer sexo num dos quartos vazios e horríveis.


  • Clichê: Eles fazem sexo com roupas


  • Clichê: Quando aparecem mais tarde batendo aquele inevitável papinho pós-coito, estão sem roupa. Ele com o lençol puxado só até a barriga, ela com o mesmo lençol puxado até os ombros.


  • Clichê: Um cara vê umas pegadas bizarras, de botas e patas de animais, e segue-as pela casa, quietinho, sem avisar ninguém.


  • Aí rolam uns fantasmas ou coisa assim, que adoram pedir ajuda e aí dar um sustão no zé mané que chegar perto, pra depois desaparecer sem fazer mais nada. Pelo menos 3 vezes alguma entidade maligna aparecia conjurando todas as forças das trevas, só pra fazer BU! na cara de algum maluco. Eu imaginava ela dando risada: "Ahahaha. Mané." - ao voltar satisfeita pras trevas.


  • Clichê: Mesmo assim ninguém vai embora, ficam investigando sem parar.


  • Os mortos gostam de contar suas histórias. O fantasma bom sofre nas mãos do fantasma mau, e os vivos assistem aquilo pra entender qual foi a terrível desgraça que se abateu sobre a casa. É tipo uma companhia de teatro pós-morte, parece mesmo ser um bom hobby se você vai passar a eternidade preso numa casa caindo aos pedaços. Depois de morrer vou tentar lembrar disso.


  • Aí vira o samba do fantasma doido, não dá mais pra entender nem quem tá vivo e quem tá morto.


  • Quer dizer, você acaba sacando quem são os vivos: São aqueles que apesar de mil horrores terem acontecido, ficam ali investigando.


  • No fim do filme, finalmente um cara faz a coisa sensata e sai correndo apavorado pra fora do lugar. Detalhe: Ele estava correndo não das forças macabras que massacraram todo mundo, mas de um cachorro vira-lata. Eu juro que isso acontece mesmo, não tô brincando.


  • Aí acontece o final tchin-tchan-tchun e você pensa "Mas hein??" com a total falta de sentido e excesso de gratuidade da coisa.

Um filme realmente chato, cheio de sustos "BU!" que não contribuem muito, com uma história rala e final "WTF?". Na verdade devo dizer que, sim, o final tem lá a sua "lógica", mas é bastante cretina e furada dentro da própria história. Tão cretino quanto o pôster, que simplesmente entrega o "raciocínio" por trás do tal final com uma imagem meio cômica, que aliás não aparece em nenhum momento do filme. Não vou me alongar nisso porque não entro numas de contar finais. Mesmo que seja um que não vale o gasto de sua banda larga nem pela curiosidade. Deixem esse treco pra lá.





Sons captados Terça-feira, Março 21, 2006


Todo mundo comenta o Oscar e tenho por hábito não ficar aqui tentando concorrer com blogueiros que realmente sabem do que estão escrevendo. Do que li por aí, só a registrar a divertida dor de cotovelo das viuvinhas de Brokeback, e suas cartas e comentários ressentidos. Eu, hein. Pelo jeito este filme foi eleito campeão da causa homossexual, e sua derrota a revelação do preconceito e intolerância reinantes. Eu sei lá, achei só mais um romance meio chato de uma longa lista na história do cinema. Crash, um filminho divertido. A cerimônia, um saco. Tudo se resume naquele discurso mala da Reese Witherspoon, com seu nome digno de esquete do Monty Python, carinha falsa de cachorrinho surpreso e agradecimentos mil no estilo "Óh, amo muito tudo isso". Só faltou tocar We are the world ao fundo.

...A chatice teria sido interrompida se o Philipão tivesse cumprido a porcaria da sua promessa e latido. Gente mais sem palavra. Hollywood está perdida.





Sons captados Quarta-feira, Março 15, 2006


Da série: Costello e sua compreensão rasa das instituições: A Cientologia segue fazendo o seu estrago no showbizz. Depois do fazer a sanidade do Tom Cruise de refém, tornando-o a notícia de 2005, cometer a mega-bomba Battlefield Earth com astros bilionários e ser o pivô de vários processos legais, a seita acaba de desfalcar o elenco de South Park. O Isaac Hayes, que faz a voz e as músicas do Chef, pediu as contas por achar que o desenho foi longe demais nas gozações à sua crença. Ele citou os famosos cartuns com o Maomé como exemplos de que deve haver um limite blá blá blá. Um discurso tolerância. É no mínimo esquisito porque South Park já tem 10 anos de impiedosa esculhambação do Cristianismo, Judaísmo, dos Canadenses, do muçulmano Saddam (que é amante do diabo no desenho)... O nosso amigo Isaac tava lá firme e forte. Tudo bem, um homem deve ter o direito a mudar de idéia, mas... Não dá pra não ficar de saco cheio desse pessoal, né não? Toda hora algum membro vai lá e causa um rebuliço.

Meu carnaval foi com janelas fechadas, ar condicionado e a melhor companhia existente. Então soube só por alto da história do exército cercando morros aqui no Rio, tanque de guerra, sei lá mais o quê. Estavam atrás de umas armas roubadas de uma das bases militares. Não consegui entender nada. Quem mora aqui sabe que são freqüentes os assaltos às agências bancárias das instalações militares da Avenida Brasil. Também não precisa ser gênio pra intuir que vêm de soldados com acesso ao arsenal militar uma parte do armamento utilizado pelos bandidos, desde sempre. Lembro dos jornais que assistia ainda moleque, as apreensões de armas na cidade vinham acompanhadas da inevitável qualificação "de uso exclusivo das forças armadas". Ultimamente os bandidos já contam com lança-mísseis e outras armas estrangeiras que deixam claro que existe um esquema de contrabando escoando por portos, aeroportos e fronteiras que conta no mínimo com a falta de atenção ou de condições dos funcionários destes lugares. Do nada, o exército botou seu bloco na rua ao compassos de tiros e carros nada alegóricos invadindo favelas. Deixe-me escrever isto de outro jeito: Aqueles a quem pagamos para proteger a soberania da nação, e NÃO para resolver crimes, de repente invadiram ruas e bairros de nossa cidade pra pegar um ladrão. Eu não sou politizado o suficiente pra escrever um tratado sobre isso, mas o exército nas ruas pra resolver questões "pessoais", voltando suas armas contra os próprios cidadãos, não seria um abuso de autoridade quase comparável com o de um golpe de estado? Hoje os caras ficam bravos porque levaram umas armas. Amanhã eles ficam bravos porque eu uso camiseta verde. Depois de amanhã eles não gostam de quem foi eleito...

Aí hoje no restaurante onde jantava vejo a TV (restaurante fino como eu) noticiar que finalmente encontraram as tais armas que mobilizaram as nossas bravas tropas: 11 fuzis, ou algo assim. 11? ONZE? Ah bom. Com esse número aterrador de armas a menos nas mãos dos bandidos, e com o exército à solta nas ruas invadindo onde bem entender, agora sim a população carioca pode dormir mais tranquila. Contanto que se mude pra outra cidade, quero dizer.





Sons captados Terça-feira, Março 14, 2006


Bafafá no Circo. E não é mais uma briga envolvendo integrantes do Los Hermanos. Tudo começou com um número de um tal Chris Bliss no programa canadense Just for Laughs. Ele faz malabarismo com 3 bolas, mais ou menos sincronizando os movimentos com um medley de músicas dos Beatles. Não chega a ser um meme digno de nota, porque bacanas mesmo são os memes gerados por gente sem nenhum talento ou pretensão de fazer algo que preste. Esse cara fez lá a sua coreografia, recebeu aplausos de pé do público, e o vídeo rodou um pouco, como tantos outros vídeos de números circenses. Até que caiu nas mãos do Jason Garfield. Ele é um malabarista profissional, do tipo que vende vídeo-aulas e faz workshops, e um cara algo assustador. Segundo ele está treinando para ser o melhor do mundo. Ele diz no seu FAQ que quem o inspira é ele mesmo, entre outras respostas tremendamente mal-humoradas. Ele decidiu responder também a quem enviava o vídeo do Chris Bliss. Por escrito, mal-humorado como não podia deixar de ser, ele explica que fica aborrecido porque aquele número era fácil demais, e que o Chris era no máximo divertido e esperto, mas jamais um bom malabarista, e que era absurdo que as pessoas pensassem isso. Complementando a resposta, ele produziu seu proprio vídeo fazendo exatamente o mesmo número... com 5 bolas. Ainda complicou um bocado os movimentos. Segundo o figuraça, a parte mais difícil de bolar aquela coreografia foi ter de assistir o vídeo do Chris repetidamente. Então com vocês, a guerra dos malabaristas:

Chris "Tenho cara de mané" Bliss...
...ou Jason "Prendo, arrebento e mato, sem deixar cair as (ops) bolas" Garfield?

Já que estamos no assunto, finalmente entendi direito como diabos a Konga ou Monga, a Mulher-gorila, se transformava. O wikipedia mostra tudo, além de revelar que é exatamente este truque que gera os fantasmas da Haunted Mansion dos parques Disney. Genial.

E já que falei em episódios com bandas lá em cima, deu no site do Grobo que os caras do Natiroots foram detidos em Goiânia, depois de um show, por porte de drogas, e liberados cinco horas após o registro do caso pela polícia. Pelo jeito encontraram os CDs que eles devem levar pra vender nos shows. É caso de polícia mesmo.





Sons captados Quinta-feira, Março 09, 2006


Eu fico estarrecido com o número de desocupados que caem aqui. Tipo, são mais de 2. Como eu mesmo passo aqui pra olhar os comentários, e sei que minha mãe é leitora, o mistério é entender quem é o resto e o que diabos estão buscando. Quer dizer, uma boa parcela eu consigo até saber. São os incautos que vêm do Google, com as mais esdrúxulas buscas. Blog antigo, com muitos posts sobre zilhões de besteiras, tem dessas coisas. Dá pra achar virtualmente qualquer coisa nas palavras destes posts. E imagens aliás. A absoluta campeã é a foto de um Oompa Loompa da Fábrica de Chocolate original, acho que postei no ano passado, todo dia pelo menos uns 10 caras puxam. Em termos de buscas, só hoje por exemplo teve gente chegando aqui em busca de "resumo sobre o filme a qualquer preco" (negócio fechado, me diga o filme que eu te digo o meu preço), "GALERIAS DO TERRORISMO E SUAS FOTOS" (Veja o post abaixo, é por aí?), "só garotinha pelada" (chama a polícia), "bicudo ls jack" (ahahahah - ok, isso é piada interna antiga, procurem nos arquivos), "quero ver o filme de duas meninas se beijando" (pô, sai de casa que em qualquer canto dá pra ver ao vivo), "foto do maior penis" (obrigado, obrigado, mas prefiro não mostrar publicamente, como eu disse minha mãe lê esse blog e pode me dar um puxão de orelha), e, óbvio, "musicas gratis pra baixar".

Quero dizer a este último camarada que SIM, EU POSSO AJUDAR! E o que é melhor: Dentro da mais total legalidade! É só clicar aqui para chegar no site dos Hereges , uma banda super cool que disponibiliza suas músicas inteiramente de graça. Sabe, eles já saíram na Bizz e tudo. E o que é melhor, se você gostar pode dizer isto diretamente a eles, já que vão fazer show ali em Ipanema, sábado agora. Eles fizeram até uma filipeta bonitinha, veja só:



O Charme Chulo é uma grande banda de Curitiba, seu "the Smiths com viola caipira" causou ótimas resenhas da imprensa e reações no público quando abriram pro Weezer ano passado. O Pic-Nic é uma das bandas cariocas que mais têm convites pra tocar fora da cidade, é bom aproveitar pra ver a mistura de Sonic Youth com vocal feminino fofo.

E, sim, eu confesso, esse post é um pretexto pra fazer um jabá mesmo. Poxa, se os visitantes de ontem entrassem, por exemplo, na comunidade dos Hereges no Orkut (clique!), ela dobrava de tamanho instantaneamente.

E se um pequena parcela de quem vir este post for no próximo show, vai virar Rock in Rio. Eu evito fazer propaganda excessiva da bandinha onde componho, canto e toco teclados cretinos, mas é muita tentação. Perdoem este herege, ele não sabe o que faz. Ah, o Empório fica na Maria Quitéria 37, entre a Visconde de Pirajá e a Prudente de Moraes, em frente ao Conversa Fiada. Os shows começam meia-noite. Grato.





Sons captados Domingo, Março 05, 2006


Pára tudo pra admirar o Tommy Seebach. Compositor, cantor, tecladista, pianista e produtor considerado o rei do pop dinamarquês. Despontou em 1965 como membro e compositor da banda Sir Henry And His Butlers. Saiu em carreira solo 10 anos depois, lançando o álbum Tommygum em 1977 com muito sucesso. A partir daí ele iniciou sua série de participações no Dansk Melodi Grand Prix, festival da canção da Dinamarca, vencendo 3 vezes, sendo a última em 1993 com a pungente "Under stjernerne på himlen". Morreu de ataque cardíaco em 2003, aos 53 anos.

Só que nada disso tem a menor importância.

Em 1977 ele fez um cover de "Apache", velho hit instrumental do The Shadows que ficou cinco semanas no topo da parada inglesa em 1960. Isso também não é importante, pois Apache ganhou versões muito mais conhecidas, como a versão surf do The Ventures ou a da Incredible Bongo Band, que não fez grande sucesso no seu lançamento em 73, mas em 81 foi sampleada tanto por Grandmaster Flash quanto Sugarhill Gang, fazendo parte então da história do rap. Mais recentemente o Fatboy Slim fez sua versão para a trilha sonora de Snatch, do Mr. Madonna.

Na verdade o Tommy não foi nem o primeiro dinamarquês a gravar Apache, isto coube ao guitarrista Jørgen Ingmann, chegando ao número 2 da parada americana em 61.

Só que o Tommy e sua Seebach Band fizeram um clipe para "Apache". E este clipe caiu na web, causando furor em todo o mundo desde 2005. Sim, queridos, trata-se de mais um meme, e isso é importante.

Ainda há algo digno de nota na versão do Tommy. Ele exacerbou sua criatividade e compôs uma letra, da qual cito o trecho mais eloqüente:

Brave boys, riders of the plain
Apache-pache boy! Apache-pache boy!
The land, strong earth
Apache-pache boy! Apache-pache boy!
They must be free
Apache-pache boy! Apache-pache boy!
To live their own lives

Free... free...
Apacheee !
[Riso demoníaco]


Eu tenho assistido o vídeo sem parar, é algo mágico, e resolvi compilar aqui os momentos-chave para a compreensão dessa obra espetacular. Com vocês, Seebach Band e seu clipe de Apache:
A abertura do clipe já é um clássico, com o guitarrista tentando conter as gargalhadas - sem muito sucesso - enquanto toca a bela introdução na sua Les Paul. Quando um vídeo já abre com o cara morrendo de rir, você sabe que vem coisa boa por aí.
Nossa primeira visão da banda. Como a música chama-se Apache eles resolveram filmar numa paisagem. Não sei como são as paisagens da Dinamarca, mas aqui no Brasil isso daí é um típico matagal de beira de estrada.
Close no Tommy, o mago dos teclados. O Cabelo. O bigode. O sorriso lascivo. As franjas da roupa. Apache, franjas na roupa, sacaram?
Tudo fica mais complexo quando sai uma índia de trás da tenda apache comprada em loja de artigos de praia.
Não uma, mas três índias, mostrando toda a graça e charme nórdicos em uma coreografia mesmerizante.
Aí as índias dão uma chegada ali na banda, mostrando logo o que é que a valquíria tem.
-"Urrú, tá pra mim!"
Um delicado momento onde o Tommy resolve fazer uma dancinha com a mão nas cadeiras e uma cara de marrento, enquanto as índias fazem a dança do acasalamento, ou da chuva, ou da preparação do sacrifício aos deuses do bad hair day.
Aqui uma olhada mais detida no batera. Ele usa óculos. Ele não usa camisa, só um colete de franjas. Este cabelo só pode ser descrito como "Galeão Cumbica saindo do banho". Não por acaso, ele não parece entusiasmado.
-"Vai Tommy"!

E ele vai, estalando os dedos no groove, e mordendo o lábio lascivão.
O Tommy joga o seu papo interagindo com as nativas.
Na guitarra, o incrível homem-árvore. E franjas.
O Tommy abandona seu posto e sai fazendo a dança da galinha manca.
O suíngue!
Franjas!!!!
-"Seu Tommy, cadê seu suín?"
A história parece se encaminhar para um final triste, cada um indo pro seu lado.
Pausa para observarmos o percussionista, e sua estranha capacidade de crescer cabelo na testa.
É, Tommy, do jeito que o diabo gosta!!
O exato momento onde a índia mete o dedo no olho do nosso herói, que não perde a pose.
-"Opa! É aí mesmo!!"
-"Ah, seu Tommy, não encontramos nada. Cadê?"
E tudo termina bem, em clima de festa, Tommy fazendo mais uma vez a dança da galinha manca, correndo atrás das índias.

Agora que vocês já se orientaram neste rebuscado enredo, aposto que estão desesperados para assistir. Sem mais enrolação, cliquem aqui para ver no Google Videos. Dá pra assistir online ou baixar.





Sons captados Sábado, Março 04, 2006


Eu continuaria a não assistir TV se não gostasse tanto de futebol. Vez em quando pego um joguinho, ainda mais com a copa da UEFA bombando. Só que a procura por futebol teve dois desdobramentos deveram importantes na minha vida. Um deles foi quando calhou do horário de ensaio dos Hereges no domingo me deixar assistir um joguinho horroroso do campeonato carioca, e o locutor anunciou que naquele dia começaria a passar Lost. Acabei ligando a TV no horário pra assistir e ganhei um vício pavoroso. Se passar um dia sem assistir eu fico nervoso, durmo mal, suo frio.

Só que o que não me sai da cabeça ultimamente é outra coisa. O anúncio das Havaianas com a Cleo Pires. Aquele em que um cara pega-a no colo pra que não suje os pés dela numa poça. Aí no desfecho ele faz um migué, dizendo que tem outra poça depois, só pra passar na frente de "uma rapaziada" carregando a musa. Eu, na posição de macho latino-americano subdesenvolvido, não consigo me conformar. Lembra aquela máxima de que homem só tenta se vestir decentemente quando precisa impressionar alguma mulher, mas a mulher nunca bota uma roupa pra ficar bonita pro seu respectivo, mas sim para as outras mulheres. Fiz engenharia, andava em bandos de dezenas de machos, e NUNCA vi um homem querer desfilar com uma gata na frente de outros, pra se mostrar. O que um homem de verdade faria era carregar a Cleo pra casa (Ok, não eu, tem algo na boca dela - cacófato - que parece terrivelmente errado e maligno, dá medo. Também tendo a encrencar com cabelo muito liso), e NÃO desfilar na frente de rapazes pra mostrar potência. Isso pra mim é coisa de mulher, ou de publicitário... ahn... com alma feminina. Ah, o blog tem um público muito querido de todas orientações sexuais, mas é feito unicamente para a livre expressão das minhas opiniões cretinas, então vou dizer com todas as letras o que me parece e alguém mais esclarecido por favor me corrija: O protagonista do anúncio das havaianas pra mim é viado. Algo enrustido, talvez.





Sons captados Sexta-feira, Março 03, 2006


Um fato palpitante sobre Capote surgiu na semana passada, quando o Philipão (que já engordou de volta os 10 quilos que perdeu pra fazer o filme) fez uma bombástica revelação no programa do Letterman. Ele, o diretor Bennet Miller e o roteirista Dan Futterman na verdade se conhecem desde pirralhos. Durante uma bebedeira juvenil fizeram um pacto: Se algum dia um deles ganhasse um Oscar (total delírio para eles), teria que latir durante o discurso de agradecimento, e continuar latindo até que alguém fosse lá arrancar o cara do palco. Como considera-se o Hoffman barbada pra ganhar o prêmio de ator, o maior suspense da cerimônia fica para sabermos se ele vai cumprir a promessa ou não. Rolam mais duas chances disso acontecer, afinal o Miller concorre pela direção e o Futterman pelo roteiro, embora com menos probabilidade de vencer. Eu acho um cara fazer um discurso latindo no Oscar uma tremenda babaquice sem nenhum graça. Mas dois caras, ou ainda três, fazendo isso na mesma noite, aí sim é o tipo de esculhambação que merece aplausos.



Mais sobre o Clifton Collins Jr., coadjuvante de Capote que teve uma performance brilhante não reconhecida pelos oráculos do Oscar. Seu impressionante retrato do assassino Perry Smith, doce e perturbado ao mesmo tempo, já o catapultaria ao panteão de atores que merecem atenção. Porém o seu currículo traz ainda mais uma estrela dourada: Seu papel, se podemos chamar assim, anterior foi o de ninguém menos que Cesar Vialpando, melhor amigo do protagonista de Gran Theft Auto: San Andreas. Isso mesmo, o game que fez o queixo de todo mundo cair, super-produção que tem sido a grande sensação de computadores e consoles em todo o globo. Fica aqui a homenagem deste blog ao grande Clifton, que aliás tinha como sobrenome Gonzalez, pelo jeito mudou de nome pra ver se paravam de só oferecer papéis de chicanos pra ele. Em Capote onde ele faz um descendente de índios. Sei lá se mudar a etnia é ou não progresso, mas torço pelo cara mesmo assim. Go go Clifton!


Entre as vozes do GTA há alguns atores de mais nome, tipo o arroz Samuel L. Jackson ou o classudo James Woods, mas bacana mesmo foi descobrir quem está por trás de um certo personagem chamado Maccer, descrito como um cara que teve uma banda, vive atrás de drogas e peitos e tem uma séria obsessão com masturbação. Quem empresta sua voz é ninguém menos que o Shaun Ryder, líder e cantor do Happy Mondays e Black Grape. Em suma, o cara tinha uma banda, vivia atrás de drogas e... Bem, acho que não quero saber se o resto confere. Sensacional saber que o camarada está no ramo de dublador de joguinhos. Go go Shaun!







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