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Rock, Cinema, Música, Cultura Pop em opiniões inconvenientes formadas por anos e mais anos de intrigante falta de coisa melhor pra fazer e feroz resistência para sair da adolescência.

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Desde 8/4/03 você é o ouvinte número
Cortesia WebCount

Sons captados Terça-feira, Setembro 26, 2006


A pior parte de ser cantor é ouvir sua própria voz nas gravações. O timbre em geral não tem nada a ver com aquilo que você achava que as pessoas ouviam, e ainda é preciso suportar as desafinadas que a banda normalmente cobre. É uma frustração só, depois de ouvir minhas gravações sempre precisei de dias recitando frases de auto-ajuda para encarar o mundo lá fora novamente.

Agora meus problemas terminaram. Obrigado Enrique Iglesias!!





Sons captados Segunda-feira, Setembro 18, 2006


São tantas emo-ções, como diria o Rei num ataque de depressão. Sacanear emo é uma mania mundial, dizem que vai ser esporte de exibição na próximas olimpíadas. Vejam os seguintes exemplos:
  • Hope is Emo, um diário falso de uma menina extremamente emotiva, suas filosofias de vida, e os e-mails que ela recebe. Melhor deixar claro que ela é uma personagem criada por Crista Flanagan, atriz profissional, já os e-mails e comentários sem noção no Youtube, consta que são verdadeiros.
  • Emo Rangers. Incrível.
  • O cantor do Panic at the Disco toma uma garrafada no meio dos cornos e cai chorando, pro delírio da galera em Reading neste ano. A NME está procurando o autor da façanha para fazer uma matéria, vejam só. Não se sabe ainda se é para louvar ou criticar. E nos comentários do blog Stereogum vemos uma informação relevante de alguém que afirma estar trabalhando no palco durante o acontecido explicando que tinha urina na tal garrafa, que espirrou o batom e o rímel do nosso em-iguinho. Chato isso. Tem vários protestos muito válidos lá, mas alguém rebateu com o argumento definitivo: "Artistas que são um lixo recebem lixo atirado contra eles por séculos. Não tem nada demais, e é de fato uma tradição." Faz sentido ou não faz? Com tradição não se brinca.
  • No mesmo festival, sobram muitos, mas muitos projéteis pro My Chemical Romance. Abaixe o volume desse vídeo, porque o som tá estridente pacas.
  • Dois clássicos que sempre valem rever: Stop emo haircuts e I must be emo
  • A matéria do Fantástico sobre os Emos e a redublagem que ficou bem mais famosa, apesar de algumas piadas, digamos, passarem dos limites do bom gosto.

    Pois é, sem assunto, mesmo. Esse post foi só testar a inclusão da minha parada de mp3 no template.




  • Sons captados Segunda-feira, Setembro 04, 2006


    Não que eu tenha especial prazer em derrubar vacas sagradas. Só acho que dá assunto pra post deixar claro que não gosto de certos queridinhos. Meti o malho no Tim Burton, por exemplo. Ele é amissíssimo de outro ícone indie que me incomoda, o Danny Elfman. Ele era o cantor e compositor do octeto Oingo Boingo, uma das poucas coisas boas da California dos anos 80. O Boingo (Como passou a ser chamado perto de seu final) foi minha banda preferida por um bom período da adolescência. Aquela mistura de ska, new wave e esquisitice já me alegrou muito a vida. Aí o Danny terminou a banda nos anos 90 e foi pra Hollywood fazer trilhas sonoras, devidamente orquestradas pelo seu genial ex-companheiro de banda e guitarrista Steve Bartek. Ele até fez coisas boas. A trilha dos Simpsons é ok. A do Batman tem um único movimento de 3 segundos que fica na cabeça, o que considero ok. O resto... Desafio alguém a cantarolar a trilha do Homem-Aranha, mas não aquela histórica do desenho, devidamente coverizada pelos Ramones, mas a versão do cinema. E alguém lembra de alguma canção da nova Fantástica fábrica de Chocolate? E da primeira versão com o Gene Wilder, será que algum ser humano consegue de alguma forma esquecer essa aqui?

    Então acho que o Danny como compositor de cinema é muito mais incensado do que devia, suas trilhas não têm nada de memoráveis, e suas qualidades são por conta da musicalidade singular que tinha um veículo muito mais interessante e marcante no Oingo Boingo. Sou a favor da campanha: "Volta pro Boingo e para de tentar ser chique, Danny". Aliás, ela existe oficialmente, quem quiser deixar um pedido pro Oingo Boingo voltar pode fazê-lo aqui.

    Para curtir o Oingo Boingo em seu esplendor, o YouTube nos ajuda (E quando o YouTube não ajuda?):

  • O maior sucesso deles no Brasil, graças à novela Top Model: Stay e seu refrão grudento.
  • Dead Man's Party no clipe histórico dos bonequinhos mexicanos e cenas de "Back to school", sucesso do Rodney Dangerfield, já falecido. Reparem também no baixista John Avila tocando um daqueles horrendos sintetizadores-guitarra ao invés de baixo nessa música. Não fo só pro clipe, o arranjo realmente foi feito com esse treco.
  • Falando em comédias oitentistas, que tal o clipe de Weird Science, com cenas do filme homônimo ("Mulher nota mil") com a bombshell Kelly LeBrock? Aliás pros punhe... ahn, nostálgicos dos anos 80 tá aqui a primeira aparição dela no filme. Clássico. E mais um bônus, uma reportagem sobre o paradeiro de Ilan Mitchell-Smith, que fazia a dupla de nerds do filme com o Anthony Michael Hall. Na vida real ele abandonou a carreira de ator para virar... PhD em Estudos Medievais. Ou seja, um nerd, como bem frisa um dos entrevistados.
  • Eu sempre ponho nas minhas festas e nego sempre pula: A imortal Just Another Day
  • Vídeo mais antigão, de Little Girls. Como assim niguém foi preso depois disso?
  • Do último show deles, que virou um DVD, Insects, mostrando bem o conceito musical peculiar e rebuscado dos caras, mas sem perder o pop de vista.
  • Porque ninguém consegue manter a dignidade muito tempo, eis o anúncio que eles fizeram para a Budweiser.
  • Uma raridade, o início do filme esdrúxulo feito em 1980 para lançar os Mystic Knights of Oingo Boingo, que era uma banda capitaneada em pelo Danny e seus irmãos Richard - que dirigiu o filme - e Marie-Pascal, com uma série de músicos contratados. Um pouco mais tarde o Danny transformaria essa idéia numa banda de formação fixa, com ênfase no Rock e abreviando o nome. O filme se chamou Forbiden Zone, também título da música que ouvimos aí na abertura, que depois foi rearranjada pelo próprio Danny para ser o tema da abertura do desenho do Dilbert. Só porque é muito bizarro mesmo, eu dou um sim pra outro trechinho.
  • E outra bizarrice, um vídeo de Insanity, do último álbum do Boingo, que foi uma espécie de volta depois do Danny ter começado a trabalhar com trilhas e a banda ter ficado parada um bom tempo, feito inteiramente com imagens dos perturbadores jogos Silent Hill

    Ok, chega, já dá pra se divertir um bocado. O ponto desse post era simplesmente o seguinte: Eu baixei do nada a trilha do Edward Scissorhands porque estava dando mole no soulseek de algum desconhecido. Hoje resolvi escutar. Chorei baldes. Definitivamente, estou mudando. E fora de controle. Tirem as crianças da sala.




  • Sons captados Sábado, Setembro 02, 2006


    "Suas palavras são muito belas. Seu coração é muito grande. Mas esse script é uma merda." Ok, a terceira frase não foi realmente dita pela Narf, tentando voltar para o Mundo Azul nas asas da grande Eatlon, tentativa infelizmente frustrada pelo Scrunt que não respeitou a lei reforçada pelos Tartutic. Não se precupem tanto com o ferimento venenoso causado pelo Scrunt, afinal a lama Wii está aí pra isso mesmo. Só não houve cura pro roteiro completamente descarrilado do meu amigo Shyamalan. Tudo bem que ele havia avisado nos cartazes e no site deste "Dama na Água" que esta é uma história de ninar. Ele contava a historinha pros filhos e aí resolveu filmar. O primeiro erro desse troço é que o filme não é feito para crianças, embora a história seja. Aí cai naquele limbo de filme forte demais pros pirralhos e bobo demais pros adultos. O cara tentou tornar uma mitologia maluca numa coisa profunda, grave, importante, e esse tom realmente não combina com os fatos do filme ou mesmo a forma como se desenrolam. Porque na verdade nada se desenrola muito. Os atores ficam lá meio perplexos, enquanto uma coreana bizarra vai do nada revelando mais detalhes da história "que a avó contava" que batia exatamente com a criatura que o zelador de um condomínio acha na piscina. Hm, que conveniente. Ele não sabe o que fazer? Ok, o celular dele toca e a coreana entra em cena: "Ah, lembrei de mais uma coisa, acontece isso, isso, aquilo..." E por aí o filme vai. Quase nada acontece, mas coisa pacas é dita tentando explicar o que deveria acontecer.

    Na prática, o zelador vivido pelo ótimo Paul Giamatti, que esbanja carisma pelos poros e faz uma cara de cachorro molhado como poucos, fica andando com a tal Narf, na tez pálida e coxas de fora da Bryce Dallas Howard (que já tinha trabalhado com o Shyamalan, era a ceguinha de A Vila) no colinho de um lado pro outro enquanto aguarda as próximas instruções que vão surgir num blablabla desconexo. Aí aprendemos que os humanos também têm papéis. Pelo condomínio temos "o invólucro", "a irmandade", "o guardião", "o intérprete", "a curandeira", "o homem sem segredos", "o homem cuja opinião é respeitada", "as sete irmãs que dão uma força" (ou algo parecido, sei lá), e não me perguntem mais sobre isso. Eu vi o filme e continuo sem entender lhufas.

    Noves fora, é mais um filme sobre o mesmo tema de todos os outros do Shyamalan (repito esse nome sempre porque é muito maneiro, diga alto três vezes): O papel ou vocação do homem, a justificativa de nossa existência. Em Sexto Sentido tínhamos o psiquiatra torturado pela culpa buscando redenção. Corpo Fechado mostra um homem descobrindo a infelicidade de fugir de sua vocação e como a vida se encarrega de fazê-lo retomar seu caminho. Em Sinais temos o pastor desiludido por uma tragédia encontrando sentido e sua fé de volta. A Vila escondia gente tentando criar seu próprio mundo perfeito com regras perfeitas e uma existência sem tragédias e caos. Sempre o homem tentando resolver o quebra-cabeças da aparente falta de sentido da vida. De um filme pro outro mudam os panos de fundo - Terror, super-heróis, ETs, conto de fadas e mitologia - e a quantidade de gente se debatendo com os conflitos, que foi aumentando de um filme pro outro, reparem só. Eu gosto dessa discussão. Eu gosto do fato do Shyamalan (aliás o nome é tão cool que ao invés de usar seu primeiro nome "Manoj" ele prefere um "M." que o deixa mais cool ainda) mascarar esse material sério em filmes pop que homenageam vários estilos. Eu acho o Shyamalan (que trocou seu nome do meio "Nelliyattu" por um megacool "Night" só pra humilhar de vez) um belo escritor de histórias e detentor de um talento sensacional para contá-las.

    A Dama na Água é muitíssimo bem filmado, bonito, com a câmera em todos aqueles lugares exóticos com planos estilosos tão típicos do Shyamalan. O filme começa e parece que tudo vai dar certo. Mas lamento informar que o nosso amigo übercool, pela primeira vez na minha humilde opinião, errou a mão. Ele não conseguiu se decidir se mostrava a história ou simplesmente usava um personagem para contar como se estivesse ao lado da cama de seu filho. As revelações que vão ocorrendo são cada vez mais estapafúrdias, é impossível acompanhar a história ou prever qualquer coisa, porque nada faz nenhum sentido. A coisa chega num ponto em que você simplesmente não se importa. O filme continua distraindo, divertindo até, mas você desiste de compreender a moral da história - toda história de ninar tem uma né? Duvido que seja o que o Shyamalan tinha em mente. Pior que ele parece pouco inspirado, com alguns cortes meio estranhos e cenas repetitivas. Ficou chato o tal do Scrunt toda hora aparecer do nada fazendo SGRAAAWWWWL alto pra burro pra fazer as mocinhas da platéia gritarem.

    O pior, no entanto, foram dois personagens e suas implicações sobre a mensagem do filme. Um deles é um crítico de filmes mala que acha que já conhece todas as tramas, que a originalidade já não existe, que tudo é clichê. Claro que ele não ajuda em nada. Seu papel estaria implicando que um filme do Shyamalan é super-original e não pode ser rotulado por críticos? E o que dizer do próprio Shyamalan no papel de um escritor que vai mudar o mundo ao formar a cabeça de um novo "grande líder" (não por acaso a TV de um apartamento só mostra as notícias da guerra do Iraque para dar o devido contraste)? Como livrar a cara dele e não achá-lo um tremendo péla? Antes mesmo dele ir mais além e sugerir que seu personagem seria um mártir. Acho que isso define bem o que acontece nessa maluquice cinematográfica. Um cara comum que ser mártir mudando o mundo, uma historinha para crianças quer ser um filme sério e grandioso. Eu gostava mais do Shyamalan quando ele tinha coragem de se assumir comum.

    É sintomático que este seja o primeiro filme dele que a Disney se recusou a produzir. Ele saltou para a Warner devido a "diferenças criativas". Parece que o pessoal da Disney não conseguiu engolir a trama. Logo na primeira cena, o narrador que explica um pouco da mitologia conta como "O homem não sabe escutar, e levou sua casa para outro lugar". Seria um Mea Culpa? Devia. O Shyamalan, pelo menos dessa vez, devia ter escutado. Esse filme não é a pior coisa do mundo, mas é simplesmente desnecessário e aquém do que se poderia esperar de um cara tão talentoso. Além de sugerir uma preocupante arrogância e sentimento exacerbado de auto-importância.

    Eu gosto de todos os filmes dele e acho que Hollywood precisa de caras assim pra lembrar produtores e público como se faz. Em suma, tem gente que escolheu idolatrar do Tim burton apesar de todos - e são vários - os filmes ruins e péssimos dele. Eu continuo idolatrando o Shyamalan. É um diretor fenomenal. Até escrevi o nome dele 12 vezes aqui. Mesmo o escorregão dele é legal de olhar, então eu não vou deixar de ficar na maior expectativa possível para o próximo filme dele. E para esquecer Dama na Água o mais rápido possível. De preferência revendo Corpo Fechado, o melhor filme de super-herói da história do cinema e uma obra-prima não reconhecida. Apesar da tradução monstruosa para "Unbreakable".





    Sons captados Sexta-feira, Setembro 01, 2006


    I wish I was special

    Eu falo que caubóis inventaram o rap e todo mundo ignorou. Foi bom pra eu não continuar achando por aí que sou polêmico.








    Chegou até aqui?? Então leia o que escrevi em:




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